Quem: Santos Futebol Clube (Sereias da Vila). O quê: Bicampeonato da Conmebol Libertadores Feminina. Quando: 17 de outubro de 2010. Onde: Arena Barueri, SP. Por quê: Vitória por 1 a 0 sobre o Everton-CHI selou a segunda taça consecutiva, coroando campanha com 100% de aproveitamento e nenhuma derrota em seis jogos.
Campanha invicta: 25 gols marcados e nenhuma rede balançada
Na fase de grupos, o Santos passeou: 2-0 no Caracas (VEN), 9-0 no River Plate (ARG), 4-0 no Formas Íntimas (COL) e 7-0 no Deportivo Quito (EQU). Com 22 gols pró e nenhum contra, garantiu a melhor defesa e o melhor ataque da etapa inicial.
Nas semifinais, o desafio subiu de nível. Contra o Boca Juniors, Maurine abriu o placar em cobrança de falta aos 29’ do segundo tempo e, quatro minutos depois, Suzana fechou a conta: 2-0. Restava o Everton-CHI na decisão.
O gol do título e a leitura tática de Kleiton Lima
Kleiton Lima iniciou a final com três zagueiras, mas percebeu que precisava de mais presença de área. No intervalo, tirou a islandesa Thorunn e adiantou Suzana, transformando o 3-4-3 nominal num 4-3-3 mais agressivo. A mudança abriu espaços na entrada da área, culminando na falta sobre Suzana aos 44’ da etapa final. Maurine converteu a bola parada – segundo gol dela em cobrança direta naquela Libertadores – e definiu o 1-0 que valeu a taça.
Raio-X do bicampeonato
- Jogos: 6
- Vitórias: 6
- Aproveitamento: 100%
- Gols marcados: 25 (média de 4,17 por jogo)
- Gols sofridos: 0
- Melhor ataque e melhor defesa da competição
- Artilheiras do Santos: Cristiane (8), Grazi (4) e Maurine (3)
- Formação base: 3-4-3 que virava 4-3-3 em fase ofensiva
Legado imediato: aumento de visibilidade e efeito dominó no Brasil
O bicampeonato inédito reforçou o protagonismo brasileiro na Libertadores Feminina – à época, o torneio ainda contava com apenas dez clubes, um por país. A hegemonia santista abriu caminho para que outras equipes nacionais investissem no futebol feminino; Corinthians (três títulos) e Ferroviária (dois títulos) conquistaram taças nos anos seguintes, ampliando a presença brasileira no histórico da competição.
Quinze anos depois: como o feito influencia o Santos de 2025
O recorde de 2010 continua servindo como parâmetro interno de alto rendimento. A diretoria alvinegra utiliza a marca de “defesa zerada” para mensurar a performance da atual temporada, enquanto o departamento de base cita o elenco bicampeão como estudo de caso para integração de jovens talentos – o mesmo caminho percorrido por Thaisinha, na época com 14 anos.
Imagem: Internet
Com a Libertadores de 2025 marcada para dezembro e já contemplando 16 clubes, o Santos mira repetir a fórmula: posse de bola agressiva, laterais de amplitude e bola parada como arma decisiva — fundamentos que garantiram o troféu há 15 anos.
Se conseguir adaptar o modelo histórico às exigências de um torneio mais longo e competitivo, o Peixe poderá transformar a celebração do passado em combustível para um novo ciclo de conquistas.
Com informações de Santos Futebol Clube