Belo Horizonte (25/11/2025) — O Cruzeiro celebra nesta terça-feira, 25 de novembro, os 33 anos do bicampeonato da Supercopa Libertadores de 1992, competição exclusiva para clubes já campeões da Copa Libertadores e que confirmou o time mineiro no rol das grandes forças continentais.
Campanha que virou manual de sobrevivência continental
O torneio de 1992 reuniu 16 campeões sul-americanos. O Cruzeiro iniciou a trajetória diante do Atlético Nacional, passou por River Plate e Olimpia até decidir contra o Racing. Foram oito partidas, quatro vitórias, dois empates e duas derrotas — números que escondem a intensidade do caminho celeste.
Raio-X da conquista de 1992
• Jogos: 8
• Vitórias: 4
• Empates: 2
• Derrotas: 2
• Gols marcados: 18
• Gols sofridos: 6
• Artilheiro do torneio: Renato Gaúcho (6 gols, cinco deles na goleada de 8 × 0 sobre o Atlético Nacional)
• Média de público no Mineirão: 73 mil torcedores por jogo
Por que a Supercopa era tão relevante
Diferentemente da Libertadores, a Supercopa colocava frente a frente somente clubes que já haviam levantado o troféu continental. Em 1992, a presença de gigantes como Boca Juniors, River Plate, São Paulo e Flamengo elevou o grau de dificuldade. Ao conquistar o bi (o primeiro título veio em 1991), o Cruzeiro mostrou consistência internacional quando ainda faltavam quatro anos para voltar a vencer a Libertadores.
Momentos-chave da campanha
1) Goleada histórica (Cruzeiro 8 × 0 Atlético Nacional)
Maior placar da história da Supercopa, assegurou moral e saldo para o restante do torneio.
2) Sobrevivência em Nuñez
Mesmo com ônibus apedrejado e nove amarelos, o elenco segurou a pressão do River, levou a decisão para os pênaltis e venceu por 5 × 4.
3) Show no Mineirão na final
Diante de 78.077 torcedores, 4 × 0 no Racing encaminhou o título antes da partida de volta na Argentina.
Imagem: Facebook
Elenco e peça tática central
Comandado por Jair Pereira, o time mesclava experiência (Renato Gaúcho, Paulo Roberto) e juventude (Nonato, Célio Lúcio). O 4-3-3 mutava para 4-4-2 sem a bola, usando wings rápidos para agredir em transição. A quantidade de gols (18) reforça o modelo vertical adotado na competição.
Legado imediato e reflexos atuais
A dupla conquista 1991-1992 pavimentou a reputação internacional do Cruzeiro e serviu de plataforma financeira — premiações e bilheteria — para a montagem do elenco campeão da Libertadores de 1997. Três décadas depois, a memória do bi ajuda na construção da identidade do clube SAF, lembrando a diretoria de que competitividade continental sempre foi parte do DNA celeste.
Próximos passos: usar a história como combustível
No curto prazo, o departamento de marketing planeja ações com atletas de 1992 para impulsionar o sócio-torcedor em 2026. Em campo, a comissão de Fernando Seabra utiliza recortes dessa campanha para motivar o elenco antes da volta à Copa Sul-Americana. A meta é repetir a postura agressiva que marcou o time de Jair Pereira e, assim, recolocar o Cruzeiro em rota de títulos fora do país.
Conclusão: Aos 33 anos, o bicampeonato da Supercopa permanece como lembrete de que o Cruzeiro cresce em contextos de mata-mata continental. A celebração de 2025 reforça o compromisso do clube em resgatar esse protagonismo já na próxima temporada, transformando memória em modelo de sucesso.
Com informações de Diário Celeste