Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2025 – O Flamengo ganhou um problema de última hora: o artilheiro Pedro está fora por tempo indeterminado devido a lesão muscular, obrigando o técnico Filipe Luís a escolher entre Bruno Henrique e Gonzalo Plata para ocupar a vaga de centroavante no duelo contra o Fortaleza, marcado para 25 de outubro, no Castelão.
Por que a ausência de Pedro muda o tabuleiro rubro-negro
Pedro soma 15 gols em 2025, 31% do total marcado pelo Flamengo na temporada. Quando ele não está em campo, a equipe perde presença de área, referência para o jogo aéreo e a capacidade de reter a bola à frente da linha de meio-campo. No sistema 4-3-3 de Filipe, o camisa 9 é o ponto de apoio para as infiltrações de Arrascaeta e Everton Cebolinha.
Bruno Henrique e Gonzalo Plata: perfis contrastantes para o “falso 9”
Em análise recente, o jornalista Paulo Vinícius Coelho (PVC) defendeu Bruno Henrique como a melhor alternativa. O argumento principal é que, mesmo não sendo centroavante de origem, ele oferece:
- Jogo aéreo – 1,84 m e boa impulsão, útil em bolas paradas.
- Velocidade em profundidade para atacar as costas da zaga.
- Histórico de adaptação: foi o “9” improvisado por Jorge Jesus em 2019, ano em que terminou com 35 gols.
O próprio atleta, porém, declarou não se sentir confortável na função: “Não é a minha posição, todo mundo sabe. Deixei claro para o Filipe que quero ajudar o grupo, mas em outra posição”.
Já Gonzalo Plata é destro, atua preferencialmente pela direita e gosta de conduzir em diagonal. Tem bom 1 × 1, mas apenas 5 gols em 2025, quase todos partindo da ponta. A falta de estatura (1,78 m) e de costume no pivô o afastam do perfil clássico de referência.
Raio-X dos números em 2025
Gols na temporada
- Pedro – 15 gols (0,65 gol/jogo)
- Bruno Henrique – 9 gols (0,41 gol/jogo)
- Gonzalo Plata – 5 gols (0,23 gol/jogo)
Participação direta em gols (gols + assistências)
Imagem: Internet
- Pedro – 18
- Bruno Henrique – 13
- Gonzalo Plata – 9
Impacto tático para o jogo contra o Fortaleza
O Fortaleza de Juan Pablo Vojvoda costuma marcar em bloco médio, atraindo o adversário para contra-golpear pelos lados. Sem Pedro, o Flamengo perde poder de retenção, o que pode levar Filipe Luís a:
- Avançar a linha defensiva e pressionar mais cedo para recuperar a bola no campo ofensivo.
- Explorar variações de mobilidade, com rotações entre Bruno Henrique, Arrascaeta e Cebolinha.
- Manter a estatura na área em jogadas de escanteio com Fabrício Bruno ou Léo Pereira, compensando a ausência do 9.
Cenários futuros no Brasileirão
O Flamengo ainda tem oito rodadas pela frente e briga na parte de cima da tabela. Cada gol pesa em um campeonato onde a média é de 1,97 gol por partida. Caso Pedro desfalque o time por mais de três jogos, a direção pode:
- Reintegrar garotos do sub-20, como Werton, para completar o elenco.
- Acelerar a busca de um “nove” de ofício na próxima janela, evitando sobrecarga em Bruno Henrique.
Conclusão prospectiva: a decisão de Filipe Luís entre Bruno Henrique e Gonzalo Plata servirá como teste de elasticidade tática do Flamengo. Se Bruno aceitar ser o falso 9, o modelo de jogo sofre menos ajustes; se não, Filipe terá de redesenhar as rotas de ataque. A performance no Castelão será termômetro para medir não só a ausência de Pedro, mas o fôlego do Flamengo na corrida pelo título.
Com informações de NetFla