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    Abel Ferreira mantém mistério e repete estratégia de finais anteriores às vésperas da decisão da Libertadores – Nosso Palestra

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    São Paulo, 27 nov 2025 – A duas noites da final da Conmebol Libertadores entre Palmeiras e Flamengo, marcada para sábado (29), às 18h (de Brasília), o técnico Abel Ferreira repete a fórmula dos títulos de 2020 e 2021: segredo absoluto sobre a escalação e treinamento com variações táticas que deixam indefinidas a posição de primeiro volante e o posto de ponta no quarteto ofensivo.

    A fórmula já testada em Montevidéu e no Maracanã

    Nas conquistas de 2020 (Santos) e 2021 (Flamengo), Abel surpreendeu com colocações inusitadas – Zé Rafael como híbrido entre volante e meia, e Gustavo Scarpa atuando como ala-esquerdo, respectivamente. O padrão se repete em 2025: o português fechou todos os treinos à imprensa, ensaiou formações alternativas e, na sexta-feira, viajou com apenas parte do elenco, deixando 11 atletas em São Paulo para confundir eventuais observadores rivais.

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    Pontos de interrogação: camisa 5 e extremidade do ataque

    Internamente, o Palmeiras reconhece duas decisões táticas cruciais:

    • Primeiro volante: a definição impacta a amplitude defensiva e a saída de bola. Abel testou Gabriel Menino (mais construção) e Richard Ríos (mais intensidade de pressão).
    • Ponta direita: o treinador alternou entre Endrick (velocidade e finalização) e Mayke, transformando o corredor em linha de cinco quando o time é atacado – desenho que foi decisivo nos títulos anteriores.

    Raio-X do Palmeiras sob Abel Ferreira

    5 anos de trabalho – Abel assumiu em outubro de 2020.

    Libertadores: duas taças (2020, 2021) e presenças em todas as semifinais desde então.

    Mata-mata continental: o time sofreu menos de 1 gol por jogo (0,78) em 40 partidas sob o comando do português.

    Jogos eliminatórios contra o Flamengo: 3 vitórias, 2 empates, 1 derrota, incluindo a final de 2021.

    O que o Flamengo precisa decifrar

    Colocar Mayke na ponta, por exemplo, abre a possibilidade de overload defensivo contra Bruno Henrique ou Everton Cebolinha, que atuam pelo lado esquerdo rubro-negro. Já uma escolha por Endrick eleva o nível de transição ofensiva palmeirense e aumenta a necessidade de cobertura de Léo Pereira.

    Impacto para a final e para o restante da temporada

    Se o enigma de Abel funcionar mais uma vez, o Palmeiras pode levantar sua quarta Libertadores e coroar um ciclo de domínio continental. Em caso de título, o clube garante vaga automática no novo Mundial da FIFA e reforça o planejamento financeiro de 2026 – ano em que pretende inaugurar o novo centro de performance.

    No curto prazo, o mistério na escalação força o Flamengo a preparar múltiplos cenários defensivos e, ao mesmo tempo, mantém o elenco alviverde em alerta competitivo até o último treino. Esse jogo de xadrez fora de campo deve moldar não apenas a final, mas também a forma como adversários brasileiros encaram o Palmeiras na próxima temporada.

    Com informações de Nosso Palestra

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