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    Are Aberdeen at ‘rock bottom’ or can it get worse?

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    Aberdeen vive seu pior início de temporada recente: após perder por 2 × 0 para o Dundee United nesta terça-feira (23/09/2025) em Tannadice Park, o técnico Jimmy Thelin reconheceu que o clube “bateu no fundo do poço”. O resultado manteve os Dons na última posição da Scottish Premiership, com apenas um ponto e nenhum gol marcado em cinco partidas.

    Por que a derrota para o Dundee United acende o alerta máximo?

    O revés não foi apenas mais um tropeço. Ele expôs fragilidades já identificadas desde a pré-temporada: falta de entrosamento após alta rotatividade de elenco, hesitação no último terço e desconexão entre meio-campo e ataque. Os gols de Ivan Dolček e Vicko Sevelj, anotados em momentos-chave de cada tempo, transformaram a tensão em desânimo.

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    Crise ofensiva: 450 minutos sem balançar as redes

    Mesmo com a contratação de Kevin Nisbet em definitivo e o empréstimo de Jesper Karlsson (Bologna), o Aberdeen acumula zero gol marcado em 2025/26. A equipe finaliza, em média, 10,4 vezes por jogo, mas converte apenas 22% desses arremates em finalizações no alvo—número inferior à média da liga (31%).

    Raio-X da campanha em 2025

    • Pontos conquistados: 1 em 15 possíveis (6,7% de aproveitamento)
    • Saldo de gols: ‑7 (0 pró / 7 contra)
    • Vitórias na Premiership em 2025: 4 em 24 jogos
    • Sequência atual: 5 jogos sem vitória e sem marcar
    • Últimos 32 jogos de liga: 5 vitórias (15,6% de sucesso)

    O papel das novas peças e o dilema tático de Thelin

    O investimento pós-título da Scottish Cup incluiu oito reforços, mas o treinador ainda não definiu um XI titular consistente. A manutenção do 4-2-3-1, elogiado na decisão de Hampden Park, tem produzido pouca fluidez ofensiva. Kevin Nisbet, artilheiro por empréstimo na temporada passada, finalizou apenas quatro vezes em três jogos; Karlsson acumula 0/8 em dribles completos. Já Stuart Armstrong (53 jogos pela Escócia) entrou sem ritmo, porém mostrou leitura de espaço e acertou o travessão contra o United—ganhou menção do técnico como exemplo de “jogo maduro”.

    Torcida impaciente e calendário como juiz

    O distanciamento emocional ficou evidente quando os poucos torcedores que permaneceram em Tannadice vaiaram a equipe. Nas redes, cresce a divisão entre os que pedem a saída imediata de Thelin e os que defendem troca de sistema antes de trocar de comando. O próximo compromisso é sábado (28/09), às 17h45 (BST), em Fir Park, contra o Motherwell—justamente o algoz que eliminou o Aberdeen na Copa da Liga. Em caso de novo revés, a diretoria pode ser pressionada a agir antes da pausa internacional.

    Are Aberdeen at ‘rock bottom’ or can it get worse? - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    O que vem a seguir?

    Com um elenco reformulado, mas ainda sem identidade em campo, o Aberdeen necessita quebrar a sequência negativa para evitar que a luta contra o rebaixamento vire realidade precoce. A partida contra o Motherwell é o primeiro de quatro confrontos diretos na parte inferior da tabela; pontuar agora pode significar a diferença entre reestruturação tranquila e crise institucional.

    Perspectiva: se não houver rápida evolução na criação de chances e no aproveitamento de finalizações, a estatística de quatro vitórias em todo o ano civil tende a piorar. A resposta, segundo o próprio Thelin, passa por reduzir a tensão, ajustar o comportamento nas transições defensivas e—principalmente—encontrar uma formação que maximiza a recente injeção de talento. O jogo de sábado promete ser decisivo para medir se o “fundo do poço” já foi atingido ou se ainda há degraus a descer.

    Com informações de BBC Sport Scotland

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