Quem: Atlético-MG e Cuiabá; O quê: homologação de acordo para quitar dívida de R$ 4 milhões pela contratação de Deyverson; Quando: 31/10/2025; Onde: Câmara Nacional de Resoluções e Disputas (CNRD), Brasília; Por quê: evitar punições esportivas ao Galo e garantir recebimento ao Dourado.
Entenda o acordo homologado
Condenado pela CNRD em agosto de 2025, o Atlético-MG corria o risco de ser impedido de registrar reforços caso não quitasse, até o fim de outubro, a dívida restante pela compra do atacante Deyverson. A homologação firmada em 31 de outubro encerra o impasse e estabelece o seguinte cronograma:
| Etapa | Prazo | Valor aproximado |
|---|---|---|
| Entrada (30% do saldo) | Até 17/11/2025 | R$ 1,47 milhão |
| Parcelas mensais (6x) | 17/12/2025 a 17/05/2026 | R$ 3,40 milhões (total) |
Somada à primeira parcela de R$ 500 mil já quitada em 2024, o montante totaliza os cerca de R$ 4 milhões originalmente devidos.
Por que o Cuiabá contesta o desfecho
Embora tenha garantido receita futura, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, classificou o acordo como “absurdo”, criticando a ausência de juros e a dilatação de prazos concedidos pela CNRD. Segundo ele, o mecanismo “estimula a inadimplência” entre clubes, pois possibilita quitações longas sem encargos financeiros.
Raio-X da dívida de Deyverson
- Valor original: ~ R$ 4 milhões
- Pago antes do acordo: R$ 500 mil
- Percentual de entrada agora: 30% do saldo (R$ 1,47 mi)
- Prazo total restante: 6 meses (dez/25 a mai/26)
- Encargos financeiros: 0% de juros, conforme protesta o Cuiabá
Impacto no planejamento do Atlético-MG
Ao afastar a ameaça de bloqueio para registro de atletas, o Galo mantém aberta a janela de contratações de 2026. A diretoria prioriza reforços pontuais para a defesa — setor que sofreu 47 gols no Brasileirão 2025, oitava pior marca entre os 20 clubes — e para o meio-campo, após a saída de Allan para o futebol europeu.
O cronograma de pagamentos, diluído em sete parcelas, preserva parte do fluxo de caixa alvinegro e evita a necessidade de venda imediata de ativos do elenco. Internamente, o acordo é visto como “alívio tático” para o mercado de janeiro.
Imagem: Internet
O que diz o regulamento da CNRD
A CNRD prevê punições progressivas (advertência, multa, impedimento de registro e, em último caso, rebaixamento) em caso de descumprimento. Com o acordo assinado, o Atlético passa a ser monitorado: qualquer atraso reativa automaticamente o processo disciplinar. Para o Cuiabá, isso representa uma garantia jurídica, apesar da insatisfação com as condições financeiras.
Próximos capítulos
O primeiro checkpoint acontece em 17 de novembro, data-limite para o depósito de R$ 1,47 milhão. Se a parcela entrar no prazo, o Atlético-MG estará liberado para apresentar novos reforços já na reabertura da janela internacional, em janeiro de 2026. Caso contrário, a CNRD poderá restabelecer sanções imediatas.
Em síntese, o acordo equilibra a necessidade esportiva do Galo com a expectativa de recebimento do Cuiabá. O desfecho dá respiro financeiro ao clube mineiro, mantém o Dourado vigilante e coloca a efetividade da CNRD sob questionamento — um tema que deve ganhar força nas próximas negociações interclubes.
Com informações de Galo 360