São Paulo (SP), 2026 — O Palmeiras iniciou o ano com uma derrota por 4 a 0 para o Novorizontino, no Allianz Parque, resultado que ampliou a pressão sobre o técnico Abel Ferreira e colocou em xeque o planejamento alviverde para a temporada 2026.
Por que o revés surpreende
A goleada ganha contornos de alerta porque:
- É uma das maiores derrotas do clube em casa na “Era Abel Ferreira”, iniciada em novembro de 2020.
- O Verdão vinha de resultados apertados, porém vitoriosos, que mascaravam desempenho instável detectado desde o segundo semestre de 2025.
- O Novorizontino, mesmo competitivo nos últimos Paulistões, não aplicava quatro gols no Palmeiras desde a década de 1970, segundo dados do Almanaque do Futebol Paulista.
Falhas individuais expuseram o coletivo
Defesa vulnerável: erros de posicionamento entre zagueiros e volantes abriram espaços para o atacante Robson, autor de dois gols.
Construção comprometida: a saída de bola foi desarticulada pela pressão alta do Novorizontino, gerando quatro perdas de posse no próprio campo — duas terminaram em finalizações diretas.
Queda de intensidade: o Palmeiras registrou 97 km percorridos, 6 km abaixo da média dos últimos 12 jogos oficiais (Opta Sports, 2024), sinalizando preparação física ainda longe do ideal.
Raio-X estatístico
Abel Ferreira no comando do Palmeiras (nov/2020-2025):
- Jogos: 292
- Vitórias: 170 (58,2%)
- Empates: 69 (23,6%)
- Derrotas: 53 (18,2%)
- Títulos: 2 Libertadores, 1 Brasileiro, 2 Paulistas, 1 Copa do Brasil, 1 Recopa Sul-Americana
Palmeiras pós-Data-FIFA de novembro de 2025:
- Partidas: 10
- Vitórias: 4
- Empates: 3
- Derrotas: 3
- Gols marcados: 12
- Gols sofridos: 13
Impacto para o planejamento de 2026
1) Mercado de transferências: a diretoria sinaliza busca por um zagueiro rápido e um meia articulador. O revés reforça a urgência desses reforços.
Imagem: Cesar Greco
2) Gestão de vestiário: o desgaste com parte da torcida — perceptível nas vaias ao fim do jogo — exige comunicação mais direta entre comissão técnica e arquibancada para conter a insatisfação.
3) Calendário apertado: em 18 dias o Verdão estreia na fase preliminar da Libertadores; ajustes precisam acontecer enquanto a bola rola.
Próximos capítulos
O Palmeiras volta a campo em cinco dias, diante do Água Santa, novamente no Allianz Parque. O resultado servirá como termômetro imediato: nova atuação abaixo do esperado pode acelerar mudanças táticas ou até mexer na comissão técnica.
Olho no futuro: caso o desequilíbrio defensivo persista, a equipe chegará à Libertadores com média superior a 1 gol sofrido por partida pela primeira vez desde 2021 — cenário que pressiona o planejamento a curto prazo e pode redefinir prioridades de investimento ainda antes da janela de meio de ano.
Com informações de Nosso Palestra