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    BH, 04/12/2025 – Minutos depois do empate em 1 a 1 com o Flamengo na Arena MRV, pela 36ª rodada do Brasileirão, o técnico Jorge Sampaoli disparou que “no ano anterior o time esteve perto do rebaixamento; este ano, também”. A frase, dita enquanto comentava as reuniões para montar o elenco de 2026, expôs publicamente a fragilidade do planejamento comandado por Paulo Bracks, Victor Bagy e Rafael Menin no futebol do Atlético-MG.

    A frase que acendeu o sinal amarelo

    Sampaoli não citou nomes, mas o recado foi claro: mesmo com três finais de copa seguidas (Libertadores e Copa do Brasil em 2024, Sul-Americana em 2025), o Galo falhou em transformar sucesso de mata-mata em regularidade de pontos corridos. O treinador lembrou que a equipe flertou com a Série B em 2024 e voltou a sofrer em 2025, situação que ele atribui à construção do elenco.

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    Por que o Galo patina no Brasileirão?

    O diagnóstico interno aponta para decisões de mercado questionáveis. Em 2024 o clube investiu em apostas de alto custo, como Brahian Palacios e Fausto Vera, enquanto manteve veteranos em declínio – casos de Mariano, Mauricio Lemos, Eduardo Vargas e Alan Kardec. O resultado foi um campeonato encerrado apenas uma posição acima da zona de rebaixamento, salvo pelo gol de Rubens nos acréscimos da última rodada.

    Mercado 2025: perdas valiosas, reposições caras

    No último verão, o Atlético vendeu seu artilheiro Paulinho ao Palmeiras por R$ 113,4 milhões (lucro líquido estimado em R$ 90 milhões) e, na mesma janela, gastou R$ 87 milhões para contratar os atacantes Rony (R$ 47,3 mi) e Júnior Santos (R$ 40 mi). A reformulação incluiu ainda trocas e chegadas que geram debate:

    • Gabriel Menino e Patrick Silva na operação com Paulinho;
    • Lateral Natanael e atacante Biel como apostas de profundidade;
    • Troca de Bruno Fuchs por Caio Paulista junto ao Palmeiras;
    • Contratação do atacante Tomás Cuello (ex-Athletico) – o único movimento amplamente elogiado pelo rendimento imediato;
    • Chegada de Reinier, ainda sem justificar o investimento.

    Raio-X das campanhas recentes

    Copas: 3 finais consecutivas (Libertadores 2024, Copa do Brasil 2024, Sul-Americana 2025) demonstram competitividade em jogos eliminatórios.

    Brasileirão 2024: 16.º lugar, com luta até a última rodada para evitar a queda.

    Brasileirão 2025 (até a 36.ª rodada): zona intermediária, mas novamente sem folga em relação ao Z-4.

    O que esperar da janela de 2026?

    Sampaoli defende uma “reformulação profunda”, similar à de 2020, quando contou com ampla autonomia após as eliminações para Afogados e Unión. A dúvida é se o argentino terá o mesmo poder agora: a diretoria avalia a necessidade de reduzir a folha, enquanto o treinador pede reforços específicos para zaga e meio-campo criativo. A definição das primeiras saídas – veteranos com salários altos – será determinante para calibrar o investimento em novas contratações.

    Conclusão prospectiva: A declaração de Jorge Sampaoli não foi um desabafo isolado; ela funciona como marcador de pressão sobre a cúpula alvinegra. Caso a prometida reestruturação não seja implementada já na pré-temporada, o Atlético corre o risco de repetir o ciclo de campanhas instáveis no Brasileirão, mesmo que siga competitivo em copas. As próximas semanas, com a abertura oficial do mercado, dirão se o recado foi assimilado em Vespasiano.

    Com informações de Fala Galo

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