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    Braço de Gómez é pênalti? Bobadilla exagerou? Renata Ruel analisa lances de Palmeiras x São Paulo e vê erros da arbitragem

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    Palmeiras venceu o São Paulo por 2 a 1, neste domingo (1º/03/2026), no Allianz Parque, garantiu vaga na final do Paulistão e saiu de campo sob protestos tricolores após dois lances capitais que, segundo a comentarista de arbitragem Renata Ruel, foram mal interpretados pela equipe comandada pela árbitra Daiane Muniz.

    O que aconteceu, em uma frase

    Renata Ruel classificou como equivocados o não-marcamento de pênalti por toque no braço de Gustavo Gómez e a marcação da penalidade convertida por Calleri após queda de Bobadilla.

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    O braço de Gómez: interpretação da Regra 12 coloca foco na amplitude corporal

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    No momento em que Lucas Moura tenta o drible, a bola resvala no braço de Gustavo Gómez, que estava ligeiramente afastado do tronco. A Regra 12 (Faltas e incorreções) determina que o critério principal seja “a ampliação injustificável do espaço corporal”. Renata Ruel destaca:

    • Distância curta não isenta infração se o braço aumenta a barreira ao adversário;
    • Gómez recolhe o braço após o contato, mas inicia o movimento em extensão, fator suficiente para pênalti segundo o padrão aplicado no Brasil em 2026;
    • VAR confirmou a decisão de campo, mas, ainda de acordo com a analista, havia material para reverter.

    Pênalti em Bobadilla: intensidade e força como parâmetros ignorados

    Quando Marlon Freitas estende o braço na disputa aérea, o contato é inevitável, mas, para Ruel, faltou “força ou imprudência” que caracterizem infração na mesma Regra 12. Elementos citados pela comentarista:

    • Contato semelhante ocorre diversas vezes sem interrupção durante a partida;
    • Bobadilla opta por desistir da jogada e cai, enfatizando o choque;
    • A árbitra vinha mantendo critério alto para faltas leves, mas mudou o padrão no lance.

    Raio-X da arbitragem na semifinal

    Critério adotado por Daiane Muniz
    A árbitra manteve o jogo corrido na maior parte do tempo, usando o VAR somente em checagens silenciosas. Os dois lances capitais ocorreram em momentos distintos do placar (0 x 1 e 1 x 1), aumentando o peso das decisões.

    VAR passivo
    A cabine optou por não chamar Daiane ao monitor, revelando confiança na decisão de campo – prática recomendada pela FIFA quando não há “erro claro e óbvio”, mas contestada diante da inconsistência mostrada.

    Impacto esportivo: Palmeiras na final, São Paulo ajusta rota para o Brasileirão

    Com a classificação, o Palmeiras encara o Novorizontino em dois jogos. A comissão de Abel Ferreira terá de gerenciar o desgaste físico, pois o calendário inclui a estreia no Brasileirão quatro dias após o segundo duelo decisivo. Do lado são-paulino, Thiago Carpini foca em corrigir a mecânica ofensiva sem Lucas Moura suspenso (acúmulo de cartões) e em fortalecer a confiança do elenco, que ainda busca a primeira vitória fora de casa em 2026.

    Próximos compromissos

    • Palmeiras x Novorizontino – 04/03 – Final do Paulistão (ida)
    • Novorizontino x Palmeiras – 08/03 – Final do Paulistão (volta)
    • Vasco x Palmeiras – 12/03 – 1ª rodada do Brasileirão
    • Chapecoense x São Paulo – 12/03 – 1ª rodada do Brasileirão
    • Red Bull Bragantino x São Paulo – 15/03 – Brasileirão
    • Atlético-MG x São Paulo – 18/03 – Brasileirão

    O que observar nos próximos jogos

    A condução da arbitragem no Estadual gera debate que pode repercutir na reta final do torneio e estimular a FPF a revisar diretrizes de VAR. Em campo, o Palmeiras tenta manter a sequência invicta em mata-matas locais, enquanto o São Paulo precisa reagir rapidamente para não levar para o Brasileiro o peso psicológico da eliminação. Ambos terão pouco tempo de treino, o que valoriza ajustes finos de posicionamento defensivo – especialmente na contenção de braços abertos dentro da área.

    Com informações de ESPN Brasil

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