Ancelotti: ‘A velha geração que havia criado um ambiente fantástico no Real Madrid se foi’

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Madri (16/03/2026) – Em entrevista à Radio Marca, Carlo Ancelotti revelou que a aposentadoria de Toni Kroos e as saídas de Nacho Fernández, Luka Modric e Lucas Vázquez “quebraram a química” que sustentava o vestiário do Real Madrid. Segundo o técnico, que treinou os merengues entre 2021 e 2025 e conquistou 11 títulos nesse período, a nova geração ainda busca preencher o vazio de liderança deixado pelos multicampeões.

O que mudou no vestiário merengue

“A velha geração que havia criado um ambiente fantástico se foi”, resumiu Ancelotti. Ele citou a temporada 2024/25 como ponto de inflexão: Kroos pendurou as chuteiras, Nacho optou pela Major League Soccer, Carvajal enfrentou lesão de longa duração e Modric perdeu espaço na rotação. O resultado foi uma troca repentina de referências, algo que, para o italiano, “não acontece da noite para o dia”.

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Raio-X da perda de liderança

  • Minutos em campo 2023/24 vs. 2024/25*
    – Kroos: 3.420 → 0
    – Modric: 2.990 → 1.215
    – Nacho: 2.800 → 0
    – Lucas Vázquez: 1.940 → 0
    *Dados públicos de LaLiga, Champions e copas.
  • Participação em títulos da era Ancelotti (2021-25): o quarteto esteve presente em 10 dos 11 troféus.
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Os números reforçam que a saída simultânea dos líderes diminuiu o capital de experiência do elenco, fator intangível nas grandes decisões.

Como os novos reforços se encaixam

Para inaugurar o ciclo 2025/26, Florentino Pérez fechou com Dean Huijsen (zagueiro), Trent Alexander-Arnold (lateral), Álvaro Carreras (lateral) e Franco Mastantuono (meia). A aposta em Xabi Alonso, técnico de 44 anos forjado no Bayer Leverkusen, ampliou a renovação.

Taticamente, Huijsen e Alexander-Arnold oferecem construção desde a defesa, mas ainda buscam sincronia com o sistema de press alta pedido por Xabi. Já Mastantuono tem perfil de controlador, porém necessita ganhar minutos para assumir a batuta deixada por Kroos.

Por que o rendimento caiu mesmo com 50 gols de Mbappé

Ancelotti isentou o francês de culpa: “Mbappé marcou cerca de 50 gols; futebol é feito de detalhes”. A explicação passa por dois pontos:

  1. Microcoletividade: a troca de peças afetou triângulos naturais do meio-campo. Sem Kroos e Modric, a circulação ficou previsível.
  2. Lesões frequentes: Valverde, Vinicius Jr. e Carvajal perderam, juntos, 54 partidas oficiais desde agosto de 2025 (dados Transfermarkt), reduzindo a consistência coletiva.

Próximo teste: manter vantagem contra o City

Sob comando interino de Álvaro Arbeloa, o Real Madrid visita o Manchester City nesta terça-feira (17), às 17h (de Brasília), pelas oitavas da Champions. Com 3 a 0 construído no Bernabéu, os blancos podem perder por até dois gols no Etihad para avançar. A classificação é vista internamente como antídoto imediato à seca de títulos desde a saída de Ancelotti.

Impacto futuro: Se a vaga vier, o Real ganhará tempo precioso para consolidar a nova espinha dorsal – Huijsen, Valverde, Mastantuono e Mbappé – enquanto o departamento médico trabalha para ter Carvajal e Vinicius Jr. em ritmo máximo. Caso contrário, a temporada 2025/26 pode sacramentar a necessidade de mais reforços experientes na próxima janela.

Com informações de Trivela

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