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    Why Arsenal and Man City are bringing back long-ball football

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    Quem (Arsenal e Manchester City), o quê (passaram a usar passes longos e transições rápidas), quando (temporada 2023/24 da Premier League), onde (Inglaterra) e por quê (responder à eficiência crescente da pressão alta adversária): esses são os elementos que resumem a virada tática que recolocou o jogo direto no centro das atenções da liga.

    Pressão alta muda a equação de risco e recompensa

    Desde 2018/19, a participação dos goleiros na construção curta vinha aumentando, mas a temporada atual quebrou a curva. A sofisticação dos esquemas de pressão – com intensidade física e coordenação milimétrica – elevou o risco de se perder a bola perto da própria área. Segundo a Opta, os sete clubes que mais trocaram passes curtos no último campeonato cometeram mais de 30 erros que geraram finalizações rivais; entre os oito que priorizaram o passe longo, apenas o Ipswich ultrapassou essa marca.

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    Arsenal: Raya, Havertz e o corredor direito como rota de escape

    No Emirates, 42,1% dos passes de David Raya na liga passada já foram longos. Em 2023/24, a tendência se acentuou: de 27 reposições de meta, apenas duas ficaram no próprio campo. O alvo prioritário é o flanco direito. Kai Havertz, deslocado da referência central, participa do duelo aéreo, enquanto o posicionamento próximo à lateral reduz o risco de contra-ataque pelo corredor central caso a disputa seja perdida. Mesmo quando a bola sai pela linha lateral, o Arsenal se beneficia de um pressing forte em cobranças de lateral no terço ofensivo.

    Manchester City: isolar Haaland para atacar o espaço deixado pelo rival

    Sem Ederson em parte dos jogos, Pep Guardiola usou a batida longa não só para aliviar a pressão, mas para finalizar jogadas na segunda bola. A posição adiantada de Erling Haaland atrai o zagueiro, enquanto um meia – no exemplo recente contra o Tottenham, Omar Marmoush – ocupa o vazio entre defesa e ataque. O objetivo é gerar um 1 x 1 para o norueguês e, na sobra, permitir a chegada em velocidade dos meio-campistas.

    Raio-X dos passes longos em 2023/24

    • Arsenal: 2º time mais direto na 1ª rodada, atrás apenas do Crystal Palace.
    • Manchester City: aumentou em 18% o número de lançamentos de reposição comparado ao início de 2022/23.
    • Erros forçados: equipes que utilizam jogo direto concedem, em média, 0,23 finalizações por erro; na saída curta, o índice sobe para 0,46.

    O efeito cascata na tabela e na preparação dos adversários

    Para rivais que planejam blocos baixos contra City e Arsenal, a nova arma gera um dilema: subir a marcação e se expor ao lançamento, ou recuar e permitir posse territorial perto da área. O repertório duplo pode ser decisivo em confrontos diretos pelo título, onde um empate é, muitas vezes, tão custoso quanto uma derrota.

    Why Arsenal and Man City are bringing back long-ball football - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    O que vem a seguir?

    Com elenco reforçado por perfis físicos (Gyokeres, Madueke, Donnarumma) e meio-campistas capazes de acelerar (Reijnders, Odegaard), Arsenal e Manchester City sinalizam que a temporada 2023/24 terá menos trocas de passes estéreis e mais transições verticais. A tendência deve pressionar adversários a revisar seus pressing traps e, possivelmente, aquecer o mercado por atacantes fortes no jogo aéreo na próxima janela.

    Conclusão prospectiva: se a estatística se mantiver, a capacidade de alternar posse paciente e estocadas rápidas pode transformar empates em vitórias mínimas — diferença crucial em uma Premier League que, nas últimas três edições, foi decidida em média por 4,3 pontos.

    Com informações de BBC Sport

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