Quem: Arsenal Women. O quê: maior receita da Europa no futebol feminino. Quando: temporada 2024/25 (relatório divulgado em 19 de janeiro de 2026). Onde: Londres, Reino Unido. Por quê: aumento expressivo na arrecadação de bilheteria e expansão comercial colocaram as Gunners à frente do Chelsea no levantamento anual da Deloitte.
Por que o Arsenal saltou à liderança?
O ponto de virada foi o matchday revenue de £7 milhões — quase o dobro do segundo colocado. O clube decidiu mandar todos os jogos da Women’s Super League no Emirates Stadium, elevando a média de público para pouco mais de 35 mil torcedores. A presença de massa não apenas impulsionou a bilheteria, mas também potencializou vendas de produtos licenciados no dia de jogo.
O título da UEFA Women’s Champions League na última temporada serviu como catalisador adicional, aumentando exposição de marca e atraindo novos acordos de patrocínio.
Raio-X das receitas 2024/25
Arsenal – £25,6 mi (≈ €22,2 mi)
• Bilheteria: £7,0 mi (27% do total)
• Comercial/patrocínios: £15,0 mi (59%) – estimativa a partir da metodologia Deloitte
• Broadcast e outras fontes: £3,6 mi (14%)
Chelsea – £24,0 mi (≈ £19,1 mi apenas em comercial)
• Maior receita de patrocínio entre todas as 15 equipes analisadas
Média do Top-15 – £10,4 mi
• Crescimento anual: 35%
• 74% proveniente de acordos comerciais
O abismo crescente dentro da WSL
Embora Manchester City e Manchester United também figurem no Top-15, cada um fatura menos da metade de Arsenal e Chelsea. A Deloitte alerta para uma “lacuna significativa” entre a dupla de Londres e o restante do pelotão, cenário que pode refletir em vantagem competitiva dentro de campo e em negociações de atletas.
Imagem: Internet
Segundo Jennifer Haskel, líder de conhecimento e insights da Deloitte Sports Business Group, não existe um “manual único” para alcançar o torcedor, mas a consistência de investimento é essencial para transformar crescimento em sustentabilidade.
Impacto para a temporada e o futuro próximo
Com caixa robusto, o Arsenal tende a:
- Reforçar o elenco para defender o título continental e brigar pela liderança da WSL.
- Expandir infraestrutura de base e categorias de formação, garantindo pipeline de talentos.
- Negociar acordos comerciais premium sustentados por métricas de engajamento e presença no Emirates.
Para os rivais, especialmente Chelsea, o desafio é diversificar fontes de renda além do comercial, enquanto clubes que ainda atuam em estádios menores podem repensar sua estratégia de matchday para reduzir a diferença.
Conclusão prospectiva: Se mantiver o ritmo de crescimento de 35% ao ano, o Arsenal pode ultrapassar a barreira de £30 milhões já na próxima edição do ranking. O movimento reconfigura o mercado europeu, obriga concorrentes a acelerar projetos de expansão e adiciona pressão competitiva à próxima temporada da Women’s Super League.
Com informações de The Guardian