Quem: Atlético e Cruzeiro
O quê: empate por 1 x 1, gols de Ruan e Matheus Pereira
Quando: quarta-feira, 15 de maio
Onde: Arena MRV, Belo Horizonte
Por quê: apesar de 22 finalizações contra apenas 4, o Atlético não converteu o domínio em vantagem no placar, esbarrou na ineficiência ofensiva e em decisões polêmicas da arbitragem.
Como o jogo se desenrolou minuto a minuto
O clássico mineiro começou com alta intensidade: faltas duras antes dos cinco minutos e pressão alta do Galo. Mesmo com posse de bola de 57%, o time de Jorge Sampaoli finalizou 13 vezes somente no primeiro tempo, mas parou em intervenções de Cássio e, depois, de Léo Aragão.
No segundo tempo, um recuo equivocado de Gabriel Menino resultou no gol de Matheus Pereira logo aos 2′. A resposta foi imediata: cobrança de escanteio de Bernard e cabeçada de Ruan aos 5′ para empatar. Três minutos depois, Kaio Jorge foi expulso, deixando o Cruzeiro com dez. Mesmo assim, o Atlético não quebrou o bloqueio defensivo rival até o apito final.
Ajustes táticos de Sampaoli não bastam
Sampaoli abriu o jogo no 3-4-3, mas a expulsão celeste o levou a sacar o zagueiro Iván Román e acionar Hulk, transformando o sistema em 4-2-4. As entradas de Caio Paulista e Biel adicionaram amplitude, porém a equipe continuou falhando no último passe (penas 18% de acerto em cruzamentos) e na definição — só 4 finalizações no alvo em 22 tentativas.
Raio-X do clássico
Posse de bola: Atlético 57% x 43% Cruzeiro
Finalizações: Atlético 22 x 4 Cruzeiro
Passes trocados: Atlético 438 (88% de precisão) x 292 (81%)
Cartões: 8 amarelos e 1 vermelho (Kaio Jorge)
Público: 40.388 torcedores (renda de R$ 2,061 milhões)
Imagem: Pedro Souza
Impacto na classificação e nos próximos compromissos
O resultado mantém o Atlético em 14º lugar, com 33 pontos, situação que impede o time de se aproximar da faixa de vagas continentais. Já o Cruzeiro, mesmo sob pressão, leva um ponto valioso que pode sustentá-lo no meio da tabela. O Galo volta a campo no sábado (18), às 18h30, contra o Corinthians, fora de casa — confronto direto contra uma equipe que também luta para subir na classificação.
Em síntese: o Atlético provou ter volume e controle, mas a baixa conversão e as dificuldades diante de linhas baixas seguem como desafio imediato. A resposta físico-técnica até sábado, além da possível volta de titulares, será determinante para medir se o empate no clássico foi tropeço pontual ou sintoma de um problema estrutural mais profundo.
Com informações de Fala Galo