Belo Horizonte, 23 de novembro de 2023 – O Atlético Mineiro sagrou-se campeão brasileiro Sub-17 pela primeira vez ao derrotar o Grêmio nos pênaltis, depois de devolver em casa a desvantagem de 4 × 1 sofrida na ida. O feito coroa uma campanha de 65,2 % de aproveitamento, sustentada por 53 gols em 23 partidas – a terceira melhor marca do torneio.
Virada histórica sela o título inédito
Depois de ser goleado por 4 × 1 no jogo de ida, o time comandado por Henrique Teixeira precisava vencer por três gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis. Conseguiu exatamente o 3 × 0 que precisava e converteu quatro cobranças seguidas, enquanto o Grêmio desperdiçou duas. Trata-se da primeira conquista nacional da categoria para o clube, um passo importante na recente reformulação do departamento de base inaugurada em 2020 com a Cidade do Galo II.
Raio-X da campanha
Aproveitamento geral: 65,2 % (13 vitórias, 6 empates, 5 derrotas).
Gols marcados: 53 (3.ª melhor do campeonato).
Gols sofridos: 34 (média de 1,47 por jogo).
Artilheiro do time: Cauã Soares – 12 gols (4.º do torneio).
Outros goleadores: Riquelme 6; Ronaldo 5; Jonatas 5.
Desempenho contra rivais locais: 100 % – 1 × 0 no Cruzeiro e 2 × 0 no América-MG.
A engrenagem ofensiva do Galinho
O Atlético apresentou volume de jogo consistente durante todo o campeonato. A média de 2,3 gols por partida explica a margem para reação mesmo em jogos adversos. A mobilidade do trio ofensivo – geralmente Cauã Soares centralizado, Riquelme pela esquerda e Ronaldo pela direita – sobrecarregou linhas defensivas que priorizam marcação individual. Na final, os laterais atuaram avançados, formando superioridade numérica pelos corredores e abrindo espaço para infiltrações de meio-campistas como Gustavo Ramos.
Comparativo com os principais concorrentes
• Palmeiras: 63 gols (melhor ataque) e 70,3 % de aproveitamento, mas caiu nas quartas de final.
• Athletico-PR: 55 gols e 66,6 %, eliminado na semifinal justamente pelo Galo.
• Grêmio: 49 gols, finalista, mas não manteve vantagem na decisão.
O Atlético não liderou em números absolutos, mas foi o único semifinalista que converteu chance em título, evidenciando equilíbrio entre ataque e defesa nos mata-matas: sofreu apenas um gol somado entre quartas e semifinal.
Imagem: Internet
O que muda para a base e para o elenco profissional
A conquista reforça a reputação da “Crias do Galo” e pode acelerar promoções ao time sub-20 e até observações por Eduardo Coudet no elenco principal. A posição de centroavante, atualmente carente de opções jovens após a venda de Sávio (negociado em 2021), passa a ter Cauã Soares como candidato natural a integrar atividades no profissional. Além disso, o título garante vaga direta na próxima edição da Copa do Brasil Sub-17, criando calendário competitivo para 2024.
Próximos passos: o grupo se reapresenta em dezembro para a Copa Santiago Sub-17, tradicional torneio de pré-temporada. A comissão técnica pretende trabalhar variações táticas em linha de cinco defensores, solução testada na semifinal contra o Athletico-PR e vista como alternativa estratégica para jogos de maior pressão.
Com o troféu na galeria e talentos em ascensão, o Galinho ganha fôlego extra no projeto de se tornar referência nacional de formação. A atenção agora se volta à transição desses atletas para categorias superiores e aos ajustes defensivos que podem elevar ainda mais o patamar da equipe em 2024.
Com informações de Fala Galo