Belo Horizonte (MG) – Atlético e Cruzeiro se encaram nesta quarta-feira (15), às 21h30, na Arena MRV, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Galo, 14º colocado com 32 pontos, precisa vencer para se afastar da zona de rebaixamento, enquanto a Raposa mira a parte alta da tabela. Sampaoli lida com até 12 ausências, ao passo que Leonardo Jardim tem força quase total. Globo (TV aberta) e Premiere (PPV) transmitem o superclássico.
Por que o clássico é decisivo para os dois lados?
O Atlético vive seu pior momento no campeonato: somou apenas uma vitória nas últimas seis rodadas e vê a distância para o Z-4 encurtar. Já o Cruzeiro, apesar da estabilidade recente, usa o confronto direto para se firmar entre os candidatos a vaga continental. Um tropeço do Galo pode colocá-lo sob risco imediato de rebaixamento; um triunfo celeste o projeta para o bloco de cima antes da reta final.
Raio-X dos desfalques: a matemática que obriga ajustes
Atlético – Sampaoli perde nove atletas por lesão, dois por suspensão e um por data FIFA, totalizando até 12 indisponíveis. A zaga, seu pilar tático, tem apenas Ruan e Vitão confirmados; Iván Román deve atuar no sacrifício com proteção na mão fraturada. No meio, Vera e Gabriel Menino formam a única dupla de volantes saudável, e no ataque o técnico depende da recuperação de Rony — caso contrário, Hulk reassume a referência.
Cruzeiro – Sem o zagueiro Fabrício Bruno, convocado pela Seleção, Jardim testará Jonathan Jesus ou João Marcelo. Do meio para a frente, as voltas de William, Romero e Kaio Jorge equilibram a equipe e oferecem variações de jogo em velocidade e retenção de bola.
Prováveis escalações
Atlético (3-4-3): Everson; Saravia, Ruan, Vitão (Iván Román) e Guilherme Arana; Fausto Vera, Gabriel Menino e Gustavo Scarpa; Bernard, Dudu e Hulk (Rony). Técnico: Jorge Sampaoli.
Cruzeiro (4-2-3-1): Cássio; William, Jonathan Jesus (João Marcelo), Villalba e Kaiki; Lucas Silva, Lucas Romero; Christian, Matheus Pereira e Wanderson; Kaio Jorge. Técnico: Leonardo Jardim.
Como Sampaoli tenta manter o 3-5-2 mesmo sem peças
O treinador argentino prioriza saída sustentada com três defensores e amplitude pelos alas. Com carência no setor, a tendência é que Saravia recue para virar um falso zagueiro em fase defensiva, liberando Arana para avançar. A dupla Vera-Menino deve alternar coberturas, enquanto Scarpa atua como meia de ligação por dentro.
O que muda no Cruzeiro sem Fabrício Bruno
Além da perda de imposição física, o sistema de Jardim depende da liderança do zagueiro na bola aérea. Jonathan Jesus oferece maior velocidade na cobertura, porém menos jogo aéreo. Isso pode influenciar a estratégia atleticana de cruzamentos, especialmente se Hulk começar.
Imagem: Pedro Souza
Histórico do confronto: números que pesam
Desde o primeiro duelo em 1921, já são mais de 100 anos de rivalidade. O Atlético carrega a maior goleada (9 × 2 em 1927) e o maior artilheiro, Guará, com 26 gols. O recorde de público permanece o 1 × 0 celeste de 1969, presenciado por mais de 123 mil torcedores no Mineirão.
Arbitragem em foco: perfil estatístico de Paulo Cesar Zanovelli
O mineiro de 35 anos apitou 14 jogos do Brasileirão 2024, com média de 30,5 faltas e 4,4 cartões amarelos por partida. Histórico recente inclui punições por lances polêmicos em 2022 (Atlético x Athletic) e 2023 (Fluminense x São Paulo). A tendência é de critério rígido para mãos na bola, atenção redobrada a entradas por trás e uso frequente do VAR.
Impacto projetado na tabela e nos próximos compromissos
Para o Atlético, três pontos elevam a equipe a 35 e podem abrir até quatro de vantagem para o primeiro integrante do Z-4, aliviando pressão antes da viagem à próxima rodada. Já o Cruzeiro, caso vença, pode ultrapassar adversários diretos pelo G-6 e chegar embalado ao confronto seguinte diante de concorrente direto por vaga continental.
Conclusão: O superclássico põe em cheque a profundidade de elenco do Atlético e testa a consistência do Cruzeiro fora de casa. A leitura tática de Sampaoli para suprir as ausências e a resposta da defesa celeste sem Fabrício Bruno serão determinantes. O resultado tende a redesenhar a luta contra o rebaixamento e a corrida por competições internacionais, aumentando a tensão para a reta final do Brasileirão.
Com informações de Fala Galo