Quem: Atlético, comandado por Jorge Sampaoli
O quê: encerra preparação com 10 desfalques confirmados e dois atletas como dúvida
Quando: clássico desta quarta-feira (15/10/2025), válido pela 28ª rodada da Série A
Onde: Arena MRV, em Belo Horizonte
Por quê: lesões, convocações e suspensões obrigam o treinador a alterar ao menos três peças em relação ao time que venceu o Sport
Lista de ausências e o quebra-cabeça de Sampaoli
O Atlético chega ao clássico com dez baixas confirmadas e dois jogadores em observação médica:
- Lesões: Tomas Cuello (fíbula), Alexsander (joelho), Lyanco (tendão de Aquiles), Caio Maia (pós-cirurgia no joelho), Patrick (coluna), Júnior Santos (púbis), Rony* (edema no adutor – dúvida)
- Convocados: Junior Alonso e Alan Franco
- Suspensos: Vitor Hugo e Igor Gomes
- A avaliar: Ivan Román (fratura na mão; federação chilena indica cirurgia)
*Rony deixou o jogo contra o Sport com dor; caso seja vetado, Hulk assume a vaga.
Provável escalação e ajustes táticos
Com as ausências de Lyanco, Vitor Hugo e Igor Gomes, Sampaoli testa trocas pontuais que mexem na espinha da equipe:
Time provável: Everson; Saravia, Ruan Tressoldi, Vitão (Ivan Román); Gabriel Menino, Fausto Vera, Gustavo Scarpa, Bernard e Guilherme Arana; Dudu e Rony (Hulk).
A principal mudança está na dupla de zaga: a entrada simultânea de Ruan Tressoldi e Vitão traz entrosamento dos tempos de base da Seleção Sub-20, mas pouca rodagem juntos no profissional. No meio, Gabriel Menino deve ocupar a função de Igor Gomes, oferecendo mais condução curta e amplitude pelos corredores.
Raio-X dos setores afetados
- Defesa: o Atlético sofreu 28 gols em 27 rodadas (média 1,03), mas metade deles veio em bolas paradas. A ausência de Lyanco, especialista no jogo aéreo (68% de duelos vencidos em 2025), aumenta o risco contra um Cruzeiro que marcou 7 dos últimos 10 gols em escanteios ou faltas laterais.
- Meio-campo: Igor Gomes lidera o time em passes para finalização (2,1 por jogo). A troca por Gabriel Menino tende a elevar o volume de transições, porém pode reduzir criação entrelinhas.
- Ataque: Rony soma 6 gols e 4 assistências no Brasileirão; Hulk, possível substituto, tem 3 gols, mas 1,9 finalização certa por partida, o dobro do concorrente, sugerindo mudança de perfil para finalizações de média distância.
Impacto na tabela e no calendário
Com 41 pontos, o Atlético inicia a rodada mirando o G-6, zona de classificação direta à Libertadores. Um triunfo no dérbi não só frearia a reação do rival, que luta contra o rebaixamento, como permitiria encurtar distância para o quarto colocado – hoje em 4 pontos.
Imagem: Paulo Henrique França
No curto prazo, o clube encara maratona decisiva: Internacional (fora) e Flamengo (casa) em oito dias. Manter titulares poupados ou acelerar retornos pode influenciar diretamente a pontuação acumulada antes da parada de data FIFA em novembro.
O que observar no clássico
1. Sincronia da nova zaga: primeiro jogo oficial de Ruan Tressoldi e Vitão juntos sob pressão de estádio cheio.
2. Fausto Vera como equilíbrio: maior responsabilidade na cobertura, já que Menino e Scarpa avançam simultaneamente.
3. Fator Arana: lateral é líder em cruzamentos certos do elenco (1,7 por jogo) e pode explorar o lado direito defensivo celeste, que cedeu 14 chances claras nas últimas cinco partidas.
Conclusão prospectiva: Ainda que os desfalques coloquem o Atlético à prova, o clássico oferece vitrine para reservas que buscam consolidar espaço antes do sprint final do Brasileirão. O desempenho do novo trio defensivo e a recuperação de Rony – ou a retomada de protagonismo de Hulk – podem redefinir a hierarquia interna e calibrar a equipe para a reta decisiva do campeonato.
Com informações de Diário Celeste