Quem: Atlético-MG e Flamengo | O quê: empate por 1 a 1 | Quando: terça-feira, 25 de junho | Onde: Arena MRV, Belo Horizonte | Por quê: gol de Bruno Henrique nos acréscimos após domínio rubro-negro compensou a vantagem inaugurada por Bernard ainda na etapa inicial.
O desenho tático que sustentou o placar
Jorge Sampaoli repetiu o Atlético em 5-4-1 sem bola, empurrando Hulk à referência solitária e preenchendo a faixa central com duas linhas compactas. Quando recuperava a posse, a engrenagem virava um 3-4-1-2, com Saravia fechando como zagueiro pelo lado direito e Bernard aproximando-se de Hulk e Dudu.
Do outro lado, o Flamengo priorizou a circulação longa: 67 % de posse e 727 passes trocados. A insistência em acionar Samuel Lino pela esquerda escancarou a fragilidade aérea alvinegra: foram duas bolas na trave antes do intervalo e o gol de Bruno Henrique (também pelo alto) aos 46 do segundo tempo.
Raio-X estatístico dos 90 minutos
- Finalizações: Atlético 8 x 14 Flamengo
- Chutes no alvo: 4 x 4
- Posse de bola: 33 % x 67 %
- Defesas de Everson: 5 – três consideradas de alta dificuldade
- Bolas na trave: Flamengo 2 (Samuel Lino e Plata)
- Cartões: 5 amarelos e 1 vermelho (Rony, já nos acréscimos)
- Público/Renda: 18.321 torcedores / R$ 850.004,51
Impacto na classificação
Com o ponto somado, o Atlético chega a 45 pontos e permanece em 12º lugar, ainda mirando o bloco intermediário que concede vaga na próxima Copa Sul-Americana. O Flamengo, que já ultrapassou a barreira dos 60 pontos (posição exata não divulgada pela organização da partida), continua dentro da zona de classificação direta à Libertadores.
O que deu certo e o que fica de alerta
Atlético – O bloco baixo reduziu espaços na entrada da área, mas escancarou o jogo aéreo: todas as quatro finalizações certas do Flamengo partiram de cruzamentos. Everson se consolidou como peça-chave; o goleiro soma agora 13 defesas decisivas nas últimas 4 rodadas.
Flamengo – A movimentação de Samuel Lino e a bola parada forneceram volume, porém a equipe pecou na eficiência (29 % de aproveitamento nas finalizações certas). O encaixe de Bruno Henrique como centro de gravidade na área se mostrou solução tardia, mas efetiva.
Imagem: Pedro Souza
Próximos compromissos e projeções
O Atlético visita o Fortaleza no domingo (30), na Arena Castelão. Uma vitória pode colocar o time de Milito – que cumprirá suspensão por cartão – novamente no top-10. Já o Flamengo, que volta a campo apenas na segunda-feira (1º) contra o Coritiba, terá de ajustar a marcação de transição para não sofrer com contra-ataques, problema exposto nos lançamentos para Hulk.
Conclusão prospectiva: O empate mantém o Flamengo vivo na parte de cima e oferece ao Atlético confiança defensiva, mas liga um alerta claro sobre bolas aéreas. Os próximos 180 minutos podem redefinir a ambição de cada clube: Galo mirando Sul-Americana e Flamengo lutando por G-4 ou mais.
Com informações de Fala Galo