Curitiba, 6 de maio de 2024 – O Atlético Mineiro venceu o Athletico Paranaense por 3 a 2 na Ligga Arena, garantiu vaga inédita na final do Campeonato Brasileiro Sub-17 e escreveu um capítulo histórico para a base alvinegra.
Como o jogo se desenrolou
Em partida única de semifinal, o Galinho optou pelo 4-3-3 habitual de Henrique Teixeira, apostando em pressão alta e transições rápidas. O equilíbrio durou até os 34 min, quando Índio aproveitou escanteio de Gutte e abriu o placar de cabeça. Dez minutos depois, o lateral-direito Samuel apareceu por dentro, recebeu passe de Pascini e acertou belo chute no ângulo: 2 a 0.
No segundo tempo, o Athletico subiu linhas e empatou em seis minutos (36’ e 42’), explorando bolas alçadas e rebotes. Mesmo sob pressão, o Atlético respondeu com posse curta e paciência. Aos 45’, Jonatas finalizou cruzado, o goleiro defendeu e Riquelme empurrou para a rede no rebote que selou a classificação.
Raio-X da campanha alvinegra
Primeira final na história do clube: até então, o melhor resultado do Galinho no Brasileiro da categoria era o 3º lugar em 2012.
Diversidade de artilheiros: os três gols na semifinal foram marcados por um volante, um lateral e um atacante, evidenciando a participação coletiva no terço final.
Sólida recomposição: mesmo sofrendo dois gols, o Atlético manteve índice alto de interceptações (dados de scout do clube) e evitou a virada nos minutos finais.
Base vencedora: a última decisão nacional disputada pela categoria sub-17 havia sido a Copa do Brasil de 2014, conquistada contra o Grêmio.
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O que muda com a ida à final
Diferente das fases anteriores, a decisão será em dois jogos. O Atlético, de melhor campanha, faz a primeira partida em casa – possibilidade de estreia do time sub-17 na Arena MRV, algo que pode gerar receita extra e adaptar os jovens ao ambiente do profissional.
O adversário sairá de Grêmio ou Palmeiras, ambos com estrutura de base reconhecida. Tecnicamente, o confronto exigirá atenção dobrada ao controle de meio-campo: os gaúchos são fortes na bola longa para os pontas, enquanto os paulistas priorizam circulação de posse.
Impacto para o elenco profissional
A vitrine de uma final nacional potencializa o salto de atletas como Índio e Riquelme para o sub-20 e, em médio prazo, para o elenco de Gabriel Milito. O Atlético profissional carece de volantes de boa chegada à área e laterais ofensivos, carências que esses talentos podem suprir de forma gradual, reduzindo custos de mercado.
Resta ao Galinho manter a consistência defensiva e a maturidade demonstrada em Curitiba. Se repetir o desempenho coletivo, o clube tem condições de conquistar seu primeiro título do Brasileiro Sub-17 e consolidar a atual geração como base do projeto de integração entre categorias.
Com informações de Fala Galo