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    Atlético desperdiça chances e cai nos pênaltis para o Lanús na final da Sul-Americana

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    Assunção (PAR), 22/06/2024 – O Atlético Mineiro desperdiçou chances claras, empatou em 0 a 0 com o Lanús no tempo normal e na prorrogação e acabou derrotado por 5 a 4 nos pênaltis no Estádio Defensores del Chaco, perdendo o título da CONMEBOL Sul-Americana 2024.

    Domínio alvinegro do primeiro ao último minuto

    A equipe de Jorge Sampaoli manteve o esquema com três zagueiros, adiantou as linhas e finalizou 10 vezes contra oito do adversário, controlando 52 % da posse de bola. O Lanús, de Ricardo Zielinski, optou por blocos baixos, lançamentos longos e transições. O retrato tático se manteve nos 120 minutos: o Galo circulava a bola principalmente pelo corredor esquerdo com Arana + Dudu, enquanto os argentinos apostavam em bolas diretas para Walter Bou e investidas de Salvio.

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    Por que o gol não saiu?

    Mesmo superior em volume, o Atlético finalizou apenas duas vezes no alvo. O dado revela a dificuldade de transformar posse em penetração, problema que já aparecia no Brasileirão: média de 13,7 finalizações por jogo, mas apenas 4,9 na direção do gol. Na final, a precisão caiu para 20 %. Sem a infiltração de Dudu nos minutos finais e com Hulk bem marcado por Izquierdoz, faltou clareza no último passe.

    Lanús aposta na eficiência e decide nos pênaltis

    O clube granate sustentou-se na atuação segura do goleiro Lucas Losada, responsável por quatro defesas decisivas – a principal, cara a cara com Biel aos 6 min do 2º tempo da prorrogação. Nos pênaltis, converteu quatro de seis cobranças, marca superior aos 57 % de acerto acumulados pelo time argentino em decisões desde 2020.

    Raio-X da final

    Estatísticas gerais

    • Posse de bola: Atlético 52 % x 48 % Lanús
    • Finalizações totais: Atlético 10 x 8 Lanús
    • Finalizações certas: 2 x 2
    • Passes certos: 435 x 379
    • Pênaltis convertidos: Atlético 4/7 | Lanús 4/6

    Destaques individuais

    • Losada: 4 defesas, 1 defesa de pênalti
    • Dudu: 4 dribles certos, 2 chances criadas
    • Alan Franco: 90 % de passes certos, 3 desarmes

    Impacto para o restante da temporada

    Sem o título continental – que daria vaga direta na fase de grupos da Libertadores 2025 – o Atlético passa a depender do Brasileirão ou da Copa do Brasil para retornar ao principal torneio do continente. Hoje, o time ocupa a 8ª posição na liga, cinco pontos atrás do G-4, e enfrenta o Flamengo na próxima quarta-feira. A gestão física de peças como Hulk (34 anos) e a busca por um atacante de área – carência exposta na final – devem pautar a janela de julho.

    Para o Lanús, o bicampeonato garante presença na Libertadores da próxima temporada e fortalece o projeto de Ricardo Zielinski, cuja equipe lidera a Liga Profissional Argentina após 14 rodadas.

    Próximos passos

    O Galo retorna a Belo Horizonte ainda neste domingo e tem reapresentação marcada para segunda-feira na Cidade do Galo. A comissão técnica analisará métricas de conversão ofensiva e deve intensificar treinamentos de ruptura e finalização. No mercado, a diretoria monitora um centroavante de referência para elevar o índice de gols esperados (xG), que caiu de 1,6 para 1,2 nos últimos cinco jogos.

    Conclusão: O vice-campeonato expõe um Atlético consistente na criação, mas com baixa eficácia na hora de decidir. O próximo mês, com calendário doméstico apertado e janela de transferências aberta, será decisivo para definir se o domínio territorial visto em Assunção se traduzirá em resultados concretos no restante de 2024.

    Com informações de Fala Galo

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