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    Firme, discreto e competitivo o perfil de Eduardo Domínguez, alvo do Atlético

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    Belo Horizonte (MG) – O Atlético-MG mantém negociação avançada para anunciar o argentino Eduardo Domínguez, 47 anos, como novo treinador. O técnico deixou o Estudiantes em fevereiro de 2026 após período vitorioso e é o favorito para ocupar a vaga aberta pela demissão de Jorge Sampaoli na semana passada.

    Por que o Atlético procura Domínguez agora?

    O início de temporada irregular – que culminou na saída de Sampaoli – expôs a necessidade de reorganizar o sistema defensivo e equilibrar a equipe. Domínguez construiu reputação justamente por alinhar compactação e disciplina tática, bases que o Galo deseja resgatar antes da fase decisiva da Copa do Brasil e do Brasileirão.

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    Perfil tático: defesa compacta, transição direta

    Esquema-base: 3-5-2, com variações para 5-3-2 em bloco baixo ou 4-4-2 quando o elenco pede linhas de quatro.
    Prioridade defensiva: linhas curtas, pouco espaço entre setores e marcação por zona.
    Pressão seletiva: a equipe escolhe o momento para encaixar a pressão; quando recupera a bola, busca agredir em poucos toques.
    Bolas paradas: escanteios e faltas laterais recebem treino específico; nos últimos dois anos, o Estudiantes anotou 28 % de seus gols nessas jogadas (dados da liga argentina).

    Raio-X da carreira do possível novo comandante

    Números como treinador
    Huracán (2015-16): 50 jogos – 17 V / 20 E / 13 D – média 1,14 gol/jogo
    Colón (2017-18): 65 jogos – 28 V / 19 E / 18 D – média 1,28 gol/jogo
    Nacional-URU (2019): 8 jogos – 3 V / 3 E / 2 D – média 1,50 gol/jogo
    Colón (2020-21): 56 jogos – 28 V / 12 E / 16 D – média 1,45 gol/jogo
    Independiente (2022): 29 jogos – 11 V / 8 E / 10 D – média 1,48 gol/jogo
    Estudiantes (2023-26): 163 jogos – 74 V / 44 E / 45 D – média 1,45 gol/jogo

    Títulos relevantes
    Estudiantes – Copa da Argentina 2022, Copa da Liga 2023/24, Trofeu dos Campeões 2023/24 e 2024/25, Clausura 2025
    Colón – Copa da Liga 2020/21
    Nacional-URU – Supercopa Uruguaia 2018/19

    Como Domínguez pode encaixar o elenco atleticano

    Zaga numerosa: o modelo com três defensores valoriza a profundidade de plantel que o Galo tem para a posição (Bruno Fuchs, Mauricio Lemos, Jemerson e Igor Rabello).
    Alas de força: Dodô, Saravia e Guilherme Arana encaixam-se como alas, oferecendo amplitude sem abrir mão da recomposição.
    Dupla de ataque móvel: Paulinho e Hulk podem se beneficiar das transições rápidas. Com menos incumbências defensivas, tendem a receber bolas em vantagem, algo que faltou no início da temporada.

    Indicadores do Atlético que justificam a mudança

    • Temporada 2025 (até a demissão de Sampaoli): 1,2 gol sofrido/jogo – bem acima dos 0,84 registrados no Brasileirão 2023.
    • Apenas 37 % de aproveitamento nos primeiros 10 jogos oficiais de 2026.
    • Queda de 9 pontos em relação ao mesmo período do último campeonato estadual.

    Próximos passos e impacto futuro

    Se o acerto for confirmado, Domínguez terá pouco tempo até a retomada da Copa do Brasil. A tendência é iniciar com modelo simplificado – 3 zagueiros, linha média densa e contra-ataque vertical – para recuperar confiança antes de inserir variações de posse. A diretoria vê o argentino como peça para um projeto de médio prazo, capaz de sustentar performance em mata-matas (especialidade histórica do treinador) sem sacrificar regularidade na Série A.

    Em resumo, a possível chegada de Eduardo Domínguez sinaliza virada estratégica: menos espetáculo e mais solidez. Caso o acordo seja concluído nos próximos dias, o torcedor pode esperar um Atlético mais equilibrado já no próximo compromisso, com evolução gradual a partir da defesa.

    Com informações de Fala Galo

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