Atlético-MG terá oito desfalques — por suspensão, convocações e lesões — no duelo contra o Sport Recife nesta quarta-feira (08/10), às 19h, na Arena MRV, pela 14ª rodada da Série A do Brasileirão.
Quem está fora e por que
Entre os oito jogadores indisponíveis, três cumprem suspensão e já se apresentam às respectivas seleções nacionais:
- Iván Román – zagueiro: terceiro cartão amarelo + convocação para Chile x Peru e Chile x Rússia.
- Junior Alonso – zagueiro: amistosos Paraguai x Japão e Paraguai x Coreia do Sul.
- Alan Franco – volante: terceiro amarelo e compromissos do Equador contra Estados Unidos e México.
Outros cinco permanecem no departamento médico:
- Alexsander – lesão no ligamento do joelho direito.
- Patrick – lesão lombar.
- Júnior Santos – ruptura de tendão do adutor direito (lesão traumática no púbis).
- Tomás Cuello – ruptura de ligamentos no tornozelo esquerdo.
- Caio Maia – lesão no joelho direito.
Contexto na tabela: jogo de “seis pontos” pela parte de baixo
O Atlético chega à 14ª rodada tentando se distanciar da zona de perigo e manter viva a meta mínima de atingir a Conmebol Sul-Americana de 2026. A vitória sobre o Sport não apenas aliviaria a pressão, como também impediria que um rival direto ganhe terreno.
Com elenco enxuto, Jorge Sampaoli precisará reorganizar principalmente a defesa, setor que perde os dois zagueiros titulares de uma só vez.
Raio-X dos desfalques e das opções de Sampaoli
Defesa sem dupla titular – Sem Iván Román e Junior Alonso, a tendência é que Rômulo Cardoso forme dupla com Bruno Fuchs, zagueiros que somam juntos apenas 427 minutos em campo até aqui.
Meio-campo em recomposição – A vaga de Alan Franco deve ser disputada por Otávio e Cristian Pavón, com o segundo garantindo maior saída de bola, mas menor cobertura defensiva.
Imagem: Internet
Ataque improvisado – As ausências de Júnior Santos e Cuello deixam Paulinho como única referência de velocidade pelos flancos. Uma alternativa é adiantar o meia Hyoran para o lado esquerdo, mantendo a posse, porém perdendo profundidade.
Histórico recente mostra impacto das baixas
Na temporada passada, o Atlético teve a terceira melhor defesa do Brasileirão (32 gols sofridos). Em 2024, o sistema ainda buscava entrosamento: até a 13ª rodada, eram 15 gols sofridos (média de 1,15 por jogo). A saída simultânea dos dois zagueiros titulares pode aumentar essa vulnerabilidade.
O que está em jogo na Arena MRV
Além dos pontos na tabela, o confronto é marcante por ser o primeiro entre Atlético-MG e Sport na nova casa alvinegra. Um resultado positivo pode:
- Colocar o Galo momentaneamente na metade superior da classificação.
- Dar gordura antes da sequência contra São Paulo (fora) e Grêmio (casa), adversários que brigam por posições semelhantes.
- Reduzir a pressão sobre o departamento médico, já que algumas recuperações estão previstas apenas para o próximo mês.
Conclusão prospectiva
Com oito ausências confirmadas, Jorge Sampaoli terá sua criatividade tática testada contra o Sport. Um triunfo mesmo desfalcado pode consolidar alternativas de elenco e abrir caminho para uma arrancada rumo à Sul-Americana, enquanto um tropeço tende a intensificar a cobrança por reforços na janela de meio de ano. A partida, portanto, é um divisor de águas que vai além dos 90 minutos na Arena MRV.
Com informações de FalaGalo