Belo Horizonte, 7 de dezembro de 2025 – O Atlético-MG chega ao duelo deste domingo (7) contra o Vasco, na Arena MRV, precisando marcar oito gols para não se tornar o pior ataque alvinegro desde a adoção dos pontos corridos, em 2003. Com apenas 38 gols em 37 rodadas do Brasileirão 2025, a equipe comandada por — equipe técnica — tem média de 1,02 gol por partida, a menor da história recente do clube.
Por que a marca negativa está tão próxima
O baixo rendimento ofensivo se explica, em parte, pela pouca produção do trio de ataque. De acordo com levantamento do portal Fala Galo, apenas 21 dos 38 gols (55%) foram anotados por atacantes de origem, índice considerado reduzido para um setor que historicamente concentra a maioria das finalizações.
Além disso, o Atlético tem enfrentado dificuldades para quebrar linhas em blocos baixos: o time finaliza em média 11,4 vezes por jogo, mas converte somente 9% dessas tentativas, patamar distante dos 15% registrados pelo elenco campeão brasileiro de 2021.
Raio-X do ataque atleticano em 2025
- Gols marcados: 38 em 37 jogos
- Média: 1,02 gol/jogo
- Participação dos atacantes: 21 gols (55%)
- Conversão de finalizações: 9%
- Jogador mais efetivo: Meia central com 7 gols, liderando a artilharia interna
Piores e melhores marcas alvinegras em pontos corridos
Piores ataques
- 2025 – 38 gols em 37 jogos (1,02)
- 2019 – 45 gols em 38 jogos (1,18)
- 2022 – 45 gols em 38 jogos (1,18)
- 2024 – 47 gols em 38 jogos (1,23)
- 2005 – 54 gols em 42 jogos (1,28)
Melhores ataques
- 2021 – 67 gols em 38 jogos (1,76)
- 2015 – 65 gols em 38 jogos (1,71)
- 2012 – 64 gols em 38 jogos (1,68)
- 2020 – 64 gols em 38 jogos (1,68)
Impacto na tabela e planejamento para 2026
Com 51 pontos, o Atlético já não corre risco de rebaixamento, mas está fora da zona de classificação direta à fase de grupos da Libertadores. A falta de poder de fogo impediu vitórias em confrontos diretos: em dez partidas contra equipes do G-6, foram apenas três gols marcados e nenhum triunfo.
Imagem: Pedro Souza
Para 2026, a diretoria sinaliza mudanças profundas no setor ofensivo. A expectativa é investir em um centroavante de maior presença física – o Galo venceu apenas 38% dos duelos aéreos na área adversária – e em pontas capazes de oferecer mais profundidade. A pré-temporada deve priorizar ajustes de movimentação e pressão alta, elementos que funcionaram em 2021 e reduziram o tempo de posse adversária.
Conclusão prospectiva: Mesmo que alcance a classificação continental via pré-Libertadores, o Atlético-MG já tem em 2025 um sinal de alerta nítido: sem eficiência ofensiva, a equipe ficará limitada a campanhas medianas. O jogo contra o Vasco é simultaneamente a última chance de evitar um recorde indesejado e o ponto de partida para a reformulação que se desenha para 2026.
Com informações de Fala Galo