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    Mesmo com um a mais, falhas nas finalizações mantêm o Atlético no zero a zero contra o Tombense

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    Belo Horizonte (18.fev.2024) — O Atlético-MG controlou 72 % da posse de bola, finalizou 23 vezes e atuou com um jogador a mais por quase 20 minutos, mas não conseguiu transformar o domínio em gol e ficou no 0 a 0 contra o Tombense na Arena MRV, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro.

    Por que o volume não virou vantagem?

    O técnico Jorge Sampaoli testou a equipe em um 3-2-4-1 com Natanael, Ruan e Vitor Hugo na zaga. Pelas alas, Gustavo Scarpa e Dudu ofereceram amplitude, enquanto Maycon fazia a primeira construção e Igor Gomes atuava como segundo volante. A ideia era abrir o campo com cinco jogadores na fase ofensiva e liberar Bernard e Lodi, que flutuavam por dentro, para se aproximar de Hulk.

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    O plano gerou ocupação constante do terço final — sobretudo pelo corredor esquerdo —, mas não quebrou o bloco baixo do Tombense. O adversário manteve as linhas compactas, negou infiltrações centrais e forçou o Atlético a cruzar 25 bolas (segundo Scout interno), quase todas neutralizadas pelos zagueiros adversários.

    Raio-X da partida

    • Posse de bola: 72 % x 28 %
    • Finalizações totais: 23 x 12
    • Finalizações no alvo: 2 x 0
    • Grandes chances: 3 a 1 (Bernard cara a cara, Vitor Hugo no travessão, quase gol contra de Jupi)
    • Cartões: Wesley (TOM) expulso aos 26’/2ºT
    • Público/Renda: 18.582 pagantes / R$ 795.372,20

    Efeito tabela: três jogos, três empates

    O resultado mantém o Galo invicto, mas com apenas três pontos somados em nove possíveis. Embora restem quatro rodadas para o fim da fase classificatória, a equipe passa a ser pressionada por vitórias para não depender de combinações na reta final. Tombense, por sua vez, soma dois pontos e segue fora da zona de rebaixamento.

    O que a análise tática revela

    1. Lado esquerdo sobrecarregado: 46 % das ações ofensivas passaram por Lodi, Dudu e Bernard, facilitando a leitura defensiva rival.

    2. Pouca profundidade central: Hulk recebeu apenas cinco bolas dentro da área — duas delas em escanteios. A linha de zaga do Tombense manteve distância média de 14 m do meio-campo, encurtando espaços entrelinhas.

    3. Queda de precisão na finalização: O Atlético converteu 8,7 % das finalizações em chutes no alvo (média do campeonato é 31 %).

    Próximo capítulo: clássico e ajustes obrigatórios

    Na quarta-feira (21), o Atlético recebe o América na Arena MRV. A tendência é que Sampaoli avalie a entrada de um segundo atacante ao lado de Hulk para gerar mais presença de área, já que Paulinho deve ser liberado do departamento médico. Além disso, o treinador precisa decidir se mantém a linha de três zagueiros ou retorna ao 4-3-3 habitual para otimizar a ocupação de corredor central, principal carência exposta diante do Tombense.

    Perspectiva: Caso o ajuste ofensivo não aconteça rapidamente, o time corre risco de chegar à fase decisiva do Mineiro sem a vantagem do mando de campo. Por outro lado, a base defensiva sólida — apenas um gol sofrido em três jogos — dá margem para que o foco nas sessões de treino gire em torno de finalizações e variações de último terço.

    Com informações de Fala Galo

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