Belo Horizonte (MG) – 14/03 – O Atlético Mineiro confirmou presença nas semifinais do Campeonato Mineiro ao aplicar uma histórica goleada de 7 a 2 sobre o Itabirito, em Nova Lima, e, beneficiado pela “rodada maluca” deste sábado, enfrentará o América na fase de mata-mata.
Como o Galo carimbou a vaga apesar do risco de eliminação
Mesmo dependendo somente de si, o Atlético entrou em campo sob ameaça de eliminação porque uma combinação de vitórias de URT, Pouso Alegre e Tombense podia tirá-lo do G-4 geral. A goleada sobre o Itabirito foi decisiva, mas a confirmação só veio com:
- Pouso Alegre 3 x 1 Uberlândia – resultado que, até os minutos finais, apontava o Pousão como adversário do Galo.
- North 1 x 2 América – virada americana nos acréscimos manteve o Coelho vivo e empurrou o clássico para a semifinal.
- Cruzeiro 2 x 0 URT – freou a reação da equipe de Patos de Minas, que ameaçava tomar a liderança do grupo B do Atlético.
Semifinais definidas: formato e mando de campo
O regulamento do Mineiro prevê jogos de ida e volta, com vantagem do mando para a equipe de melhor campanha geral. Assim, o clássico América x Atlético terá a decisão no Independência, enquanto Cruzeiro x Pouso Alegre fecha no Mineirão. O critério de desempate continua sendo saldo de gols; não há gol qualificado nem prorrogação.
Raio-X da campanha atleticana
- Ataque mais positivo da 1ª fase: 17 gols marcados em 7 jogos (média 2,4).
- Defesa oscilante: 10 gols sofridos – metade deles no jogo contra o Itabirito.
- Artilheiro: Pavon (4 gols) – participação em 23% dos tentos alvinegros.
- Aproveitamento: 71,4% (5 vitórias, 1 empate, 1 derrota).
Histórico recente do clássico alvinegro x alviverde
Nas últimas três edições do estadual (2021-2023), Atlético e América se cruzaram em fases decisivas quatro vezes: duas finais e duas semifinais. O Galo avançou em todas, com agregado de 7-3 em gols. A consistência defensiva americana, porém, impõe respeito: foram apenas quatro gols sofridos em toda a fase de grupos deste ano.
Impacto para a temporada e o que pode mudar taticamente
O técnico atleticano, ao se aproximar da fase preliminar da Libertadores, tende a rodar menos o elenco. A entrada de Edenilson como segundo volante e a utilização de Saravia mais contido pela direita reduziram os espaços que a equipe vinha concedendo no corredor externo, ponto forte do América com Matheusinho e Gonzalo Mastriani. Já o Coelho, de Fabián Bustos, aposta no 4-2-3-1 com intensidade na transição; sua principal dúvida é a condição física de Benítez, responsável por 40% das chances criadas.
Imagem: Jatas Berto O Atlético está nas si
O que ainda está em jogo para os demais clubes
Athletic Club e Democrata-GV foram rebaixados ao Módulo II. No Troféu Inconfidência, Tombense encara o North, enquanto URT mede forças com Uberlândia. O Pouso Alegre, já garantido na Série D de 2027, busca surpreender o Cruzeiro e chegar a uma final inédita.
Conclusão prospectiva – A reedição do clássico entre Atlético e América coloca frente a frente o ataque mais prolífico e a defesa mais sólida da competição. Quem avançar chega à final embutido de confiança, mas também com calendário apertado — o Galo tem Libertadores e o Coelho, a Série B. O desenrolar dessa semifinal ditará ajustes de elenco, prioridades de curto prazo e, principalmente, a moral para o restante da temporada.
Com informações de Fala Galo