Quem: Atlético Mineiro e Club Bolívar
O quê: jogo de volta das quartas de final da CONMEBOL Sul-Americana 2024
Quando: quarta-feira, 24 de abril, às 19h (de Brasília)
Onde: Arena MRV, Belo Horizonte
Por quê: definir quem avança às semifinais após o empate em 2 × 2 na altitude de La Paz; vitória simples classifica, novo empate leva aos pênaltis.
Cenário de pressão: jejum de vitórias e briga contra o relógio
O Atlético chega para a decisão ainda sem triunfos sob o comando de Jorge Sampaoli — já são sete partidas sem comemorar um resultado positivo. A derrota por 1 × 0 para o Botafogo no último fim de semana empurrou o Galo para perto da zona de rebaixamento no Brasileirão, aumentando a dependência de um bom desempenho na Sul-Americana para aliviar a cobrança interna e externa.
Desfalques e provável Atlético: linha de três zagueiros para controlar o jogo
Sampaoli não contará com Natanael e Junior Alonso (suspensos), além de Tomás Cuello, Saravia, Patrick Silva e Caio Maia (departamento médico). A estratégia mais provável mantém a posse de bola como premissa e a saída de três, que vira linha de cinco sem a bola.
Provável escalação: Everson; Lyanco, Vítor Hugo, Iván Román; Alan Franco, Fausto Vera, Alexsander, Gustavo Scarpa, Guilherme Arana; Reinier e Hulk.
Bolívar: histórico desfavorável no Brasil e um único desfalque
Com apenas uma vitória em 20 jogos contra brasileiros como visitante (1 × 0 sobre o Athletico em 2004), o Bolívar de Flávio Robatto busca contrariar a estatística. O zagueiro Ignacio Garaglio está suspenso, e a vaga deve ficar com Santiago Echeverría.
Provável escalação: Carlos Lampe; Jesús Sagredo, Miguel Torrén, Santiago Echeverría, José Sagredo; Leonel Justiniano, Robson Matheus, Carlos Melgar, Daniel Cataño; Nicolás Batallini e Martín Cauteruccio.
Raio-X do confronto
Primeiro jogo: Bolívar 2 × 2 Atlético (La Paz) — gols de Alexsander e Vítor Hugo para o Galo; Robson Matheus e Dorny Romero para a Academia.
Sequência recente do Atlético: 7 jogos – 0 vitória, 4 empates, 3 derrotas.
Sequência recente do Bolívar: 4 vitórias nos últimos 6 compromissos nacionais.
Retrospecto do Bolívar no Brasil: 1 V, 4 E, 15 D (20 jogos).
Arbitragem: Facundo Tello (ARG), auxiliado por Juan Belatti e Gabriel Chade; VAR de Germán Delfino.
Impacto tático: onde o jogo pode ser decidido
Amplitude pelos lados: com wing-backs como Arana e Scarpa, o Atlético tenta alongar a linha defensiva boliviana. Quando perde a bola, recua para 5-3-2 e protege a grande área, tentando impedir cruzamentos a Cauteruccio.
Imagem: Pedro Souza
Bolas paradas: o Galo sofreu sete gols em escanteios nas últimas dez partidas; já o Bolívar marcou quatro vezes pelo alto no torneio. Ajustar a marcação aérea é ponto-chave para Sampaoli.
Pressão pós-perda: a altitude permitiu ao Bolívar acelerar transições no primeiro jogo. Em Belo Horizonte, o fator físico tende a equilibrar, dando ao Atlético mais condições de ativar Hulk no pivô e acelerar Reinier atacando os espaços.
O que vem depois?
Além da vaga na semifinal, o resultado influencia diretamente a gestão de energia do elenco: caso avance, o Atlético terá calendário continental apertado e precisará rodar o grupo no Brasileirão. Em caso de eliminação, a prioridade absoluta passa a ser afastar-se da zona de descenso nacional — e a pressão sobre Sampaoli aumenta de forma exponencial.
Independentemente do desfecho, a partida desta quarta funciona como divisor de águas para a temporada alvinegra. Um triunfo pode devolver confiança e impulsionar um sprint final em 2024; um revés obrigará o clube a reorganizar metas e, possivelmente, o próprio planejamento de elenco.
Com informações de Fala Galo