Santiago, 18 de fevereiro de 2026 – O Bahia foi superado pelo O’Higgins por 1 a 0 no Estádio El Teniente, no jogo de ida da segunda fase preliminar da CONMEBOL Libertadores. O gol de Francisco González, marcado aos 3 minutos, quebrou a invencibilidade do time de Rogério Ceni em 2026 e obriga o Esquadrão a buscar a virada na próxima quarta-feira (25), na Arena Fonte Nova.
Gol cedo desequilibra e expõe a transição defensiva tricolor
A pressão chilena começou na saída de bola. Em perda de posse no meio-campo, González superou Juba, Jean Lucas e Acevedo antes de finalizar de fora da área, em curva, no ângulo esquerdo de Marcos Felipe. O lance revelou um problema recorrente nos minutos iniciais do Bahia: a recomposição após erro nas primeiras linhas de passe.
Controle de posse sem profundidade: diagnóstico do 2º tempo
Mesmo com 61% de posse após o intervalo (dado da transmissão oficial), o Bahia teve dificuldade para transformar circulação em infiltração. O 4-2-3-1 de Ceni girou a bola, mas esbarrou num bloco médio do O’Higgins, que recuava em 4-4-2 compacto e congestionava a zona de criação de Caio Alexandre. As melhores chances saíram de bolas paradas: cabeceio de Gabriel Xavier e desvio de Jean Lucas já nos acréscimos.
Raio-X do confronto
- Finalizações: O’Higgins 9 x 8 Bahia
- Escanteios: 4 x 6 para o Bahia
- Faltas cometidas: 18 (O’Higgins) x 15 (Bahia)
- Cartões amarelos: 3 para cada lado
- Invencibilidade quebrada: primeira derrota do Bahia em 7 partidas na temporada 2026
O que o Bahia precisa para avançar
Com o placar agregado em 0 x 1, o Bahia terá de vencer por dois gols de diferença na Arena Fonte Nova para se classificar direto. Triunfo por um gol leva a decisão aos pênaltis – não há critério de gol qualificado nesta fase. Novo revés ou empate classifica os chilenos.
Agenda apertada e possíveis ajustes táticos
Antes do duelo decisivo, o Esquadrão visita o Atlético-BA (21/02) pelo Estadual e recebe a Chapecoense (25/02, à tarde) pela Série B. A comissão técnica estuda rodar o elenco para preservar titulares como Ademir e Caio Alexandre. Entre as variações ensaiadas em treinamentos, Ceni avalia usar Yago Felipe como terceiro homem de meio para dar mais sustentação e liberar Jean Lucas na criação.
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Perspectiva: A derrota no Chile adiciona pressão competitiva, mas também oferece um roteiro claro: aumentar a agressividade desde o primeiro minuto em Salvador. A resposta tática e emocional do Bahia na Fonte Nova indicará se o projeto de Rogério Ceni está pronto para desafios continentais já em fevereiro.
Com informações de ESPN.com.br