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    Não foi só Filipe Luís: Bap já travou volta e renovação de ídolos no Flamengo e gerou atrito interno

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    Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2025 – O impasse que envolve a renovação de Filipe Luís com o Flamengo ganhou um protagonista familiar: Luiz Eduardo Baptista, o Bap, atual presidente do clube. A demora para formalizar o novo contrato do lateral repete um roteiro visto em 2020, quando Bap contestou a extensão de Diego Alves, e no mesmo ano em que vetou o retorno do lateral-direito Rafinha. A motivação declarada, novamente, é financeira.

    Conflito recorrente na ala política rubro-negra

    Bap e o vice-presidente de futebol Marcos Braz protagonizam divergências desde 2019. Em todos os casos citados – Diego Alves, Rafinha e agora Filipe Luís – Braz havia chegado a um entendimento com o atleta, mas esbarrou no “voto contra” de Bap em reunião do Conselho de Administração ou na pressão direta sobre o departamento financeiro.

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    Raio-X das negociações travadas

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    Diego Alves (2020)
    • Acordo inicial: 2 anos de contrato + reajuste salarial.
    • Ação de Bap: defendeu vínculo de apenas 1 ano em plena pandemia.
    • Resultado: goleiro aceitou a redução de prazo, renovando por 12 meses.

    Rafinha (2021)
    • Plano de retorno: chegada sem custos de transferência após saída para o Olympiacos.
    • Ação de Bap: argumentou sobre folha salarial e número de laterais (Isla, Matheuzinho e Rodinei).
    • Resultado: atleta assinou com o Grêmio, e o Flamengo seguiu com o trio existente.

    Filipe Luís (2025)
    • Situação atual: contrato encerra em 31/12; acerto verbal por 1 temporada adicional.
    • Ação de Bap: solicita revisão de valores e extensão menor que a pretendida pelo jogador.

    Impacto técnico: o que está em jogo?

    1. Experiência defensiva – Filipe Luís participou de 37 partidas em 2025, liderando o time em passes completos por jogo (média de 60) e em interceptações entre os laterais (2,1 por partida).
    2. Gestão de elenco – Sem o camisa 16, o Flamengo teria apenas Ayrton Lucas e João Pedro (sub-20) para a lateral esquerda na pré-temporada 2026.
    3. Vestiário – Lideranças históricas de 2019 (Diego Ribas, Diego Alves e Rafinha) já deixaram o CT; Filipe Luís é um dos últimos remanescentes do grupo campeão da Libertadores.

    Análise financeira: cenário pós-pandemia

    O clube encerrou 2024 com superávit operacional de R$ 187 milhões, mas ainda amortiza dívidas bancárias contraídas durante a pandemia. Internamente, o Comitê de Finanças sustenta teto de reajuste de 5% sobre folhas antigas, política defendida por Bap. Já o departamento de futebol argumenta que o custo da reposição de um lateral experiente no mercado sul-americano seria superior ao aumento pedido pelo jogador.

    Próximos passos e repercussões

    Prazo crítico: o contrato de Filipe Luís termina em 72 horas; sem renovações formalizadas, ele fica livre para assinar com qualquer clube.
    Mercado: Palmeiras e Botafogo monitoram a situação, segundo apuração de bastidores.
    Pressão esportiva: o Flamengo estreia no Campeonato Carioca em 17/01; ausência do lateral altera o planejamento do técnico.

    Conclusão prospectiva

    Se Filipe Luís deixar o Ninho do Urubu, o Flamengo começará 2026 com outra lacuna de liderança técnica, revivendo o dilema visto com Diego Alves e Rafinha. Resta saber se o departamento de futebol e a presidência encontrarão um ponto de equilíbrio financeiro ou se o clube repetirá o roteiro de perder mais um ídolo antes de ter uma reposição à altura.

    Com informações de ESPN Brasil

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