São Paulo, 19 de fevereiro de 2026 – O Palmeiras intensificou as negociações para contratar Nino, zagueiro do Zenit, da Rússia, após esbarrar em altos custos por outros três defensores que já vestiram a camisa da seleção brasileira: Alexsandro (Lille-FRA), Roger Ibañez (Al Ahli-SAU) e Diego Carlos (Como-ITA). A diretoria alviverde trabalha para fechar o acordo até maio, quando se encerra o Campeonato Russo.
Por que Nino virou prioridade imediata
A comissão técnica de Abel Ferreira busca um zagueiro canhoto, com boa saída de bola e liderança – perfil que Nino exibe desde a campanha do ouro olímpico em Tóquio-2021 e do título da Libertadores de 2023 pelo Fluminense. No Zenit, ele soma mais de 3 000 minutos na atual temporada e tem 89 % de acerto nos passes (dados WyScout), indicador valorizado no modelo de jogo palmeirense.
Com até 15 milhões de euros (cerca de R$ 92 mi) disponibilizados para a operação, o Palmeiras considera a faixa de investimento compatível com o mercado sul-americano. O empecilho é o próprio Zenit, que vê o brasileiro como peça-chave na disputa da Premier League russa e resiste a liberá-lo antes do fim do torneio.
As alternativas que ficaram pelo caminho
Antes de focar em Nino, o departamento de futebol sondou três jogadores formados no Brasil e já convocados para a Seleção:
- Alexsandro (26 anos, Lille-FRA) – Titular sob Carlo Ancelotti na Canarinho, tem valor de mercado acima de 25 mi de euros (≈ R$ 153 mi), cifra fora do teto alviverde.
- Roger Ibañez (27 anos, Al Ahli-SAU) – Salários elevados no Oriente Médio e pedida considerada “proibitiva” pelos dirigentes.
- Diego Carlos (32 anos, Como-ITA) – Após lesão grave no Aston Villa, está emprestado pelo Fenerbahçe. Questões físicas e contrato complexo travaram avanço.
Raio-X do setor defensivo alviverde
• Gols sofridos no Brasileirão 2025: 33 (3ª melhor defesa)
• Elenco atual de zaga: Gustavo Gómez (32 anos), Murilo (26), Luan (32) e Naves (23)
• Jogos previstos em 2026: Paulista, Libertadores, Brasileirão, Recopa
Mesmo com desempenho sólido no nacional passado, Abel Ferreira entende que o calendário de até 80 jogos exige rotação maior e que a média de idade da dupla titular supera 30 anos — fator que eleva o risco de desgaste físico.
Imagem: Internet
Impacto futuro: calendário e janela curta
O Palmeiras quer sacramentar a compra antes de 15 de maio para inscrever Nino nas oitavas da Libertadores. Caso o Zenit mantenha a resistência, a diretoria já sinaliza que pode voltar ao mercado por um nome sul-americano, mas o entendimento interno é de que nenhuma outra opção oferece o mesmo equilíbrio de custo, idade (28 anos) e experiência em jogos decisivos que o ex-Fluminense.
Conclusão – O que observar nos próximos dias
Com orçamento definido e aval do estafe do jogador, o desafio palmeirense concentra-se em convencer o Zenit a negociar. Uma saída antecipada dependerá do rendimento russo nas rodadas finais do campeonato e da disposição do clube em repor Nino ainda nesta janela. O desfecho tende a calibrar não apenas o sistema defensivo do Verdão para 2026, mas também os rumos do elenco rumo às fases agudas da Libertadores.
Com informações de ESPN Brasil