Rio de Janeiro (13.nov.2025) — Lucas Paquetá revelou ter negociado em duas ocasiões com o Flamengo para um possível retorno, a primeira em maio de 2024, durante a denúncia da Federação Inglesa por apostas, e a segunda após ser absolvido, já em 2025, quando chegou a consultar o técnico Filipe Luís. O meia de 28 anos, no entanto, decidiu permanecer no West Ham por respeito ao clube inglês que o apoiou nos momentos de incerteza.
Por que as conversas esbarraram?
De acordo com Paquetá, o Flamengo apresentou proposta formal tão logo o jogador foi acusado pela FA. O clube carioca viu ali a chance de repatriar um atleta formado em sua base e que se tornaria um dos pilares técnicos do elenco. Contudo, o West Ham demonstrou respaldo incondicional ao meia durante o processo, fator decisivo para que o brasileiro optasse por não forçar a rescisão.
Em 2025, já livre para atuar, Paquetá reforçou ao staff rubro-negro — via Filipe Luís — a vontade de voltar. Dessa vez o obstáculo foi de ordem estratégica: aos 28 anos, o camisa 10 ainda tem amplo mercado na Europa e contrato até 2027, ativo valorizado pelo West Ham.
Relação histórica: Paquetá & Flamengo
Cria de 2007 a 2018 na Gávea, Paquetá estreou profissionalmente em 2016, marcou 13 gols em 65 jogos e foi negociado por 35 milhões de euros ao Milan em 2019. A conexão emocional permanece: o atleta frequentemente visita o Ninho do Urubu nas férias e mantém vínculo com ex-companheiros.
Raio-X do camisa 10 no West Ham
- Partidas oficiais desde 2022/23: 92
- Gols: 19
- Assistências: 14
- Participação direta em gols: 0,36 por jogo
- Minutos por participação: 251
- Média de ações defensivas (desarmes + interceptações): 3,8/jogo
Os números indicam um meia híbrido, capaz de flutuar entre as linhas, organizar o jogo e ainda contribuir na recomposição — perfil escasso no atual elenco rubro-negro.
Impacto tático caso a volta ocorresse
Com a saída de Arrascaeta para o futebol saudita em agosto de 2025, o Flamengo perdeu seu principal articulador. Tite passou a utilizar Gerson adiantado em um 4-3-3, mas carece de um criador canhoto que ataque o espaço entre linhas. Paquetá, além do passe vertical, oferece agressividade sem a bola, pressionando alto — característica alinhada ao modelo implantado por Filipe Luís na transição defensiva.
Imagem: Internet
Consequências para o planejamento rubro-negro
Sem Paquetá, a diretoria mantém prioridade na contratação de um meia de construção. O departamento de scout monitora nomes de perfil semelhante na América do Sul antes da abertura da janela de janeiro. A indefinição também afeta jovens como Victor Hugo, que ganha minutos na função mas ainda oscila.
Próximos compromissos e cenário futuro
O Flamengo volta a campo contra o Sport (15/11), Fluminense (19/11) e Red Bull Bragantino (22/11). Com o time brigando pelo G-4, a ausência de um meia criativo pode pesar na reta final. Já Paquetá segue titular no West Ham, que disputa vaga em competições europeias e pretende valorizar o jogador para uma possível venda acima de 70 milhões de euros na próxima temporada.
Perspectiva: Apesar do “quase”, a porta segue aberta. A situação contratual de Paquetá e a necessidade tática do Flamengo indicam que a novela ganhará novos capítulos até 2027. O desfecho dependerá de desempenho, mercado europeu e, principalmente, do timing financeiro rubro-negro.
Com informações de ESPN.com.br