Manchester – Após o empate por 2 a 2 com o Nottingham Forest, no Etihad Stadium, Bernardo Silva lançou um desafio claro ao Manchester City: “Chegar vivo a abril”. O recado do capitão veio neste início de março, mês em que o time de Pep Guardiola decidirá o futuro nas quatro competições que ainda disputa – Premier League, FA Cup, Liga dos Campeões e a final da Carabao Cup contra o Arsenal, em 22/3.
Mês de alto risco: por que março é tão perigoso
Na prática, o City inicia um ciclo de até seis partidas eliminatórias ou com peso direto em títulos em apenas três semanas:
- 06/03 – West Ham (Premier League): jogo adiado que não permite perder pontos na perseguição ao líder Arsenal.
- 09/03 – Newcastle (FA Cup, oitavas): duelo fora de casa valendo vaga nas quartas.
- 12/03 e 20/03 – Real Madrid (Liga dos Campeões, oitavas): ida no Santiago Bernabéu, volta em Manchester.
- 16/03 – Wolverhampton (Premier League): confronto que antecede a final em Wembley.
- 22/03 – Arsenal (Carabao Cup, final): primeiro troféu da temporada em jogo.
Como pontuou Bernardo, “não vamos ganhar muito, mas podemos perder muito”. Qualquer tropeço agora encurta a busca pelo inédito quadruplo – algo que nem o próprio City conquistou, mesmo depois do triplete histórico de 2022/23.
Raio-X da temporada do City
Alguns números públicos ajudam a dimensionar o momento:
- Ataque potente: Haaland soma 27 gols em 35 jogos oficiais; o time mantém média superior a 2,5 gols por partida na temporada.
- Posse de bola: liderança da Premier League com média de 65 %, refletindo o estilo de controle de Guardiola.
- Defesa oscilante: mesmo com apenas 33 gols sofridos na última liga, a atual edição já registra deslizes como os dois tentos cedidos ao Forest.
- Elenco jovem: média de idade do XI titular em torno de 25 anos, fato citado por Bernardo ao comentar a necessidade de “aprender a lidar com a pressão”.
Gestão de elenco e aspectos táticos
No campo, Guardiola precisará equilibrar minutagem de peças-chave:
Imagem: Internet
- Rodri: o volante é o termômetro de posse e raramente descansa; sobrecarga pode ser crítica em sequência tão curta.
- Grealish vs. Doku: velocidade ou retenção de bola? A escolha define se o City tentará atacar transições (útil contra Real Madrid) ou controlar ritmo (necessário contra West Ham).
- Defesa híbrida: Akanji e Stones se revezam entre zagueiro e volante, permitindo variar do 4-3-3 para uma saída de três. A eficácia dessa mecânica será testada frente ao encaixe rápido de transição do Newcastle.
O que vem a seguir
Caso sobreviva a março ainda brigando em todas as frentes, o City passará à fase final da Liga dos Campeões, às quartas da FA Cup e, possivelmente, encostado ou até ultrapassando o Arsenal na Premier League. Do contrário, poderá concentrar esforços em apenas um ou dois torneios – cenário que, segundo Bernardo, significaria “perder muito” num espaço de tempo mínimo.
Perspectiva: O desempenho nas próximas três semanas determinará se 2023/24 entrará para a história do futebol inglês ou se a campanha ficará aquém das expectativas geradas pelo triplete anterior. A primeira resposta virá já contra o West Ham, confronto que mostrará o nível de resiliência após o tropeço diante do Nottingham Forest.
Com informações de Manchester Evening News