Bodø (NOR), 30/09/2025 – O Tottenham Hotspur buscou um empate por 2 a 2 diante do Bodø/Glimt na segunda rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões graças a um gol contra de Jostein Gundersen aos 44 minutos do segundo tempo. Os noruegueses haviam aberto 2 a 0 com Jens Petter Hauge, mas viram os ingleses reagirem primeiro com Micky van de Ven e depois no lance derradeiro que garantiu um ponto aos comandados de Thomas Frank.
Enredo da partida: pressão ártica e reviravolta no fim
Jogando seu primeiro compromisso em casa na fase de grupos, o Bodø/Glimt empurrou o Tottenham contra a própria área. A equipe norueguesa teve 64% de posse no primeiro tempo, criou chance clara em pênalti desperdiçado por Kasper Høgh aos 32’ e ainda viu Hauge e Sondre Brunstad Fet ficarem perto do gol.
O castigo inglês ficou para o segundo tempo. Hauge, atacante formado no clube e campeão da Liga Europa pelo Eintracht Frankfurt, balançou as redes duas vezes (53’ e 66’) sempre infiltrando pelo lado esquerdo. O Tottenham reagiu rapidamente aos 68’, quando Van de Ven testou firme após falta cobrada por Pedro Porro. A pressão final culminou no chute de Archie Gray que desviou em Gundersen e enganou o goleiro Nikita Haikin aos 89’.
Fator Hauge: o desequilíbrio pelo corredor esquerdo
Hauge explorou um ponto sensível da linha defensiva dos Spurs: a ausência de Cristian Romero, poupado em Londres. Sem o zagueiro argentino, coube a Van de Ven e Emerson Royal (improvisado) conter as diagonais do norueguês, missão em que falharam nos dois lances de gol. A movimentação interior de Hauge ainda obrigou Rodrigo Bentancur e Pape Sarr a recuarem excessivamente, diminuindo a transição ofensiva inglesa.
Bolas paradas: a assinatura de Thomas Frank
Antes mesmo do empate definitivo, o Tottenham já havia anotado – e tido anulado pelo VAR – um gol em cobrança de falta. O dado reforça a dependência da equipe em lances ensaiados: Haikin havia destacado, na véspera, que o rival concentra parcela alta de finalizações pós-bola parada. No frio de Bodø, foi exatamente por aí que surgiu a sobrevida londrina.
Raio-X do confronto
- Posse de bola (1º tempo): Bodø/Glimt 64% × 36% Spurs
- Finalizações totais: 14 (NOR) × 11 (ING)
- Grandes chances criadas: 4 × 3
- Mudanças no Tottenham: 5 alterações em relação ao 2–2 com o Wolves; Romero ficou em Londres como precaução médica.
- Disciplina: 2 cartões amarelos para cada lado; Bentancur cometeu o pênalti desperdiçado.
O que o resultado representa para o grupo
O ponto somado mantém o Tottenham na parte superior da tabela, enquanto o Bodø/Glimt continua sem vencer, mas invicto, após o 2 a 2 fora de casa com o Slavia Praga na estreia. O equilíbrio sugere uma disputa aberta pelas duas vagas, sobretudo porque Villarreal e Slavia também pontuaram na jornada.
Imagem: Internet
Próximos passos: ajustes e calendário apertado
Thomas Frank terá menos de uma semana para corrigir a vulnerabilidade do lado direito antes do duelo contra o Villarreal, em Londres. Já o Bodø/Glimt recebe o mesmo adversário, mas pela Eliteserien, em meio à reta final do campeonato norueguês. A forma de Hauge – três gols em dois jogos de Champions – desponta como trunfo, enquanto os Spurs precisarão equilibrar eficiência nas bolas paradas com maior construção em 11 contra 11 se quiserem confirmar o favoritismo no grupo.
Conclusão: O empate heroico reforça a resiliência do Tottenham, mas expõe lacunas defensivas que rivais de perfil agressivo podem explorar. Para o Bodø/Glimt, ficar a dois minutos da vitória consolida o projeto esportivo do clube e mantém viva a crença de avançar às oitavas. Os próximos 180 minutos definirão se a noite gelada no Ártico foi ponto ganho ou chance perdida.
Com informações de The Guardian