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    Botafogo vê desfalques ‘pesando’ e mantém confiança em Davide Ancelotti mesmo com pressão pós-derrota em clássico

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    Rio de Janeiro, 16/10/2025 – Mesmo sob forte pressão depois da derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no Nilton Santos, a diretoria do Botafogo decidiu manter Davide Ancelotti no comando técnico. O clube atribui a fase instável à extensa lista de 12 lesionados – seis deles titulares – e já inicia, nesta quinta-feira, a preparação para encarar o Ceará no próximo domingo (19), na Arena Castelão.

    Lesões explicam a queda de rendimento

    Fontes internas ouvidas pela reportagem confirmam que a prancheta de Ancelotti ficou desfalcada de pilares estruturais. Os zagueiros Bastos e Kaio Panteleão, o volante Montoro, o lateral Alex Telles, o meia Vitinho e o centroavante Danilo formam a espinha dorsal indisponível. Além dos titulares, Nathan e Barrera — peças importantes para compor o banco — também seguem fora de combate.

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    Com o elenco reduzido, o treinador precisou promover jovens da base nas últimas rodadas e realizar improvisações, especialmente nas laterais e no meio-campo. O resultado foi um desequilíbrio coletivo perceptível no clássico, quando o time cedeu amplo espaço entre linhas e foi vulnerável nas transições defensivas que originaram dois dos três gols rubro-negros.

    Quebra-cabeça tático: alternativas de curto prazo

    Para o duelo em Fortaleza, Ancelotti deve repetir a linha defensiva com Henrique Serpa e Robson como zagueiros, além de Júnior Santos improvisado na esquerda, buscando compensar a ausência de Alex Telles. No meio, a principal dúvida está na função de volante: Dylan Talero pode ser recuado para auxiliar na saída de bola, liberando Patrick de Paula para chegar mais à frente. A ideia é compactar o time em bloco médio, reduzindo o espaço entre defesa e meio para minimizar a exposição vista contra o Flamengo.

    Raio-X das ausências

    Total de lesionados: 12 jogadores
    Titulares fora: Bastos (zagueiro), Kaio Panteleão (zagueiro), Montoro (volante), Alex Telles (lateral-esquerdo), Vitinho (meia), Danilo (centroavante)
    Reservas fora: Nathan (meia), Barrera (atacante), além de quatro jovens da base em recuperação
    Média de tempo fora: 3 semanas (estimativa do departamento médico para retorno gradual de Montoro e Vitinho); Danilo e Alex Telles têm previsão superior a 30 dias.

    Botafogo vê desfalques ‘pesando’ e mantém confiança em Davide Ancelotti mesmo com pressão pós-derrota em clássico - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    Sequência dura: três jogos fora de casa

    O Botafogo inicia uma série de partidas longe do Nilton Santos: Ceará (19/10), Santos (26/10) e Mirassol (01/11). Sem a força de sua torcida e ainda lidando com o departamento médico lotado, cada ponto conquistado torna-se crucial para evitar queda na tabela e, ao mesmo tempo, ganhar tempo para a recuperação física do elenco. A manutenção de Ancelotti indica um plano de médio prazo: blindar o treinador agora para colher estabilidade quando os titulares regressarem.

    Análise de impacto futuro: se ao menos metade dos lesionados retornar até o início de novembro, o Botafogo ganhará opções de rotação justamente na reta decisiva do Brasileirão. Caso contrário, a diretoria terá de decidir entre reforçar o elenco no mercado emergencial ou correr o risco de ver a zona de classificação continental escapar. O desempenho nos próximos três jogos funcionará como termômetro para medir quão sustentável é a aposta em Davide Ancelotti diante de um cenário tão adverso.

    Com informações de ESPN Brasil

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