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    Atlético cede espaços, não reage a tempo e perde para o Bragantino no Brasileirão

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    Quem: Red Bull Bragantino e Atlético-MG. O quê: vitória paulista por 1 x 0, gol de Gustavinho. Quando: quarta-feira, 4 de abril. Onde: Estádio Nabi Abi Chedid (Cícero de Souza Marques), Bragança Paulista. Por quê: Massa Bruta aproveitou falha no rebote e, com maior controle de posse, neutralizou a reação mineira.

    Estratégias iniciais: pressão alta x bola longa

    Nos primeiros 15 minutos, as duas equipes tentaram impor sua identidade: o Atlético apostou na ligação direta em busca de Hulk, enquanto o Bragantino adiantou a marcação para recuperar a bola no terço ofensivo. A chuva forte obrigou o juiz Lucas Torezin a paralisar o jogo, e o auxiliar Diogo Alves (que substituiu o suspenso Jorge Sampaoli) aproveitou para corrigir o posicionamento do Galo, mas a organização paulista se manteve superior.

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    Falha no rebote e espaço entrelinhas definem o 1º tempo

    O lance do gol, aos 37’, sintetiza a dificuldade atleticana de proteger a zona entre zagueiros e volantes. Depois de cruzamento de Capixaba e corte parcial de Ruan, Gabriel finalizou, a zaga travou e, no rebote, Gustavinho bateu rasteiro no canto esquerdo. Foi o terceiro gol sofrido pelo Atlético em 2024 oriundo de segunda bola — um alerta para a comissão técnica.

    Reajustes, volume ofensivo e a trave como aliada do Bragantino

    Na volta do intervalo, Cuello e Igor Gomes deram mais circulação à posse do Galo. A mudança tirou Bernard da amplitude esquerda, abrindo corredores para Renan Lodi, mas a transição defensiva continuou vulnerável frente às arrancadas de Mosquera. Mesmo assim, o Atlético empurrou o adversário para trás e criou a melhor chance do segundo tempo: chute de Cuello que explodiu no encontro de travessão e trave, aos 25’.

    Raio-X da partida

    • Posse de bola: Bragantino 48 % x 52 % Atlético
    • Finalizações: 19 x 11 (Bragantino)
    • Finalizações no alvo: 5 x 2 (Bragantino)
    • Recuperações de bola: 42 x 40 (Bragantino)
    • Faltas cometidas: 14 x 8 (Bragantino)
    • Público e renda: 3.549 torcedores / R$ 129.670,00

    Embora o Atlético tenha terminado com mais posse, a equipe paulista converteu volume em finalizações qualificadas, registrando 26 % de precisão nos chutes (5/19) contra apenas 18 % do adversário (2/11). Everson evitou placar mais elástico com três defesas difíceis.

    Impacto na temporada e próximos passos

    A derrota encerra a invencibilidade alvinegra em 2024 e evidencia um contraste com o desempenho defensivo de 2023, quando o Galo foi a segunda defesa menos vazada do Brasileirão (32 gols sofridos). O Bragantino, por sua vez, mantém o aproveitamento ideal nas duas primeiras rodadas e mostra consistência em casa, onde perdeu só uma vez nas últimas 11 partidas de Série A.

    O Atlético tem apenas 72 horas para corrigir a proteção do espaço entrelinhas antes de receber o Athletic pela 7ª rodada do Mineiro, sábado (8), na Arena MRV. Já o Bragantino volta a campo no domingo (9) contra o Fortaleza, fora, testando a solidez defensiva que segurou o ímpeto do Galo.

    Conclusão: O revés serve de alerta precoce para a comissão técnica atleticana: sem compactação entre Maycon, Battaglia e a linha de quatro, a pressão alta se torna vulnerável a passes curtos e à segunda bola, arma que decidiu o jogo. Ajustar timing de pressão e cobertura lateral será crucial para evitar que o tropeço de Bragança se repita nos duelos que podem definir o rumo do clube no Brasileirão.

    Com informações de Fala Galo

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