Em uma final épica contra a Colômbia, Seleção Brasileira vence nos pênaltis e garante o nono título continental.
A Seleção Brasileira Feminina reafirmou sua hegemonia no continente ao conquistar seu nono título na Copa América Feminina. Em uma final emocionante contra a Colômbia, disputada até o último segundo, o Brasil venceu por 5 a 4 nos pênaltis, após um empate eletrizante em 4 a 4 no tempo normal e na prorrogação. O torneio de 2025 consagra a Seleção como a maior campeã da competição, com nove títulos em dez edições disputadas, e marca a despedida de uma das maiores lendas do futebol mundial: Marta.
Uma Final para a História: Carrossel de Emoções
O jogo decisivo foi um verdadeiro espetáculo, digno de uma grande final. A Colômbia, apresentando uma ótima geração de talentos, saiu na frente com um gol de Linda Caicedo aos 24 minutos do primeiro tempo. O Brasil não demorou a reagir e empatou a partida com um pênalti convertido por Angelina, após falta infantil de Carabalí. O segundo tempo trouxe ainda mais reviravoltas. Uma infelicidade de Tarciane, que marcou contra, recolocou a Colômbia na frente. O empate brasileiro veio com Amanda Gutierrez, mas a alegria durou pouco, já que Mayra Ramírez, após um contra-ataque letal puxado por Linda Caicedo, marcou o terceiro gol colombiano.
Quando a derrota parecia iminente, o Brasil mostrou sua resiliência. No último suspiro do tempo normal, a camisa 10, Marta, soltou um chutaço de fora da área para empatar a partida e levar o confronto para a prorrogação. A emoção continuou na prorrogação, com a Rainha do futebol virando o placar para o Brasil. A Colômbia, porém, não se deu por vencida e Leicy Santos, com uma cobrança de falta perfeita, empatou novamente, levando a decisão para os pênaltis.
Marta se Despede com o Tetra e Emoção à Flor da Pele
Para a eterna Marta, a final da Copa América teve um sabor especial, marcando sua despedida da competição com o seu quarto título. Aos 39 anos, a camisa 10 brilhou intensamente, salvando o Brasil com o gol de empate no último lance do tempo normal e virando o placar na prorrogação. Eleita a melhor jogadora da edição, Marta relembrou a aflição que sentiu ao perder sua cobrança na disputa de pênaltis, um momento que poderia ter garantido o título mais cedo para o Brasil.
“Eu estava ali pedindo a Deus que não me castigasse tanto, entrar no jogo como estava, ser agraciada com um gol de empate, depois mais um gol. […] Aí nos pênaltis eu tinha a chance de fechar com o título e aí eu perco”, disse ela em entrevista ao sportv. No entanto, o apoio de suas companheiras e a atuação da goleira Lorena foram cruciais para a vitória. “Eu tenho essas meninas maravilhosas, eu voltei depois da cobrança do pênalti muito abalada, mas elas não me deixaram abalar, sempre confiando que a gente iria conseguir”, concluiu a camisa 10, celebrando a conquista ao lado de um time que a viu como inspiração e liderança.
Colômbia Se Consolida como Segunda Força
Apesar da derrota, a Seleção Colombiana saiu da competição com o reconhecimento de ter se consolidado como a segunda força do futebol sul-americano. A ótima geração de atletas, liderada pela jovem estrela Linda Caicedo, de apenas 20 anos, mostrou personalidade e um futuro promissor. Caicedo marcou, deu assistência e participou de quase todos os gols de sua equipe, provando que está pronta para brilhar em nível mundial. A Colômbia, que disputou o título contra o Brasil pela quarta vez, mostrou que a hegemonia brasileira tem um grande desafiante.
Com a final garantida, tanto Brasil quanto Colômbia carimbaram sua vaga para as Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. O novo formato da competição não oferece mais vagas para a Copa do Mundo Feminina, mas sim para os Jogos Olímpicos e para os Jogos Pan-Americanos. As seleções que ficaram entre a 3ª e 5ª posição — Argentina, Uruguai e Paraguai — garantiram um lugar no Pan de Lima, no Peru, em 2027.
O nono título do Brasil na Copa América Feminina é mais do que uma conquista; é a celebração de uma era vitoriosa, o testemunho da força de um grupo que superou a adversidade na final e o marco de uma despedida emocionante, que fecha com chave de ouro a participação de uma das maiores de todos os tempos.
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