Washington (EUA), 6.dez.2025 – O diretor de seleções Rodrigo Caetano confirmou à ESPN que a Seleção Brasileira pretende usar Nova York como centro de operações na Copa do Mundo de 2026 e já negocia um amistoso de “alto nível” contra a Noruega – sensação das Eliminatórias europeias – dias antes da estreia em 13 de junho, no MetLife Stadium.
Por que Nova York passou à frente de Boston
Inicialmente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desejava fixar base em Boston, cidade com uma significativa comunidade brasileira. Porém, a tabela do Mundial colocou os dois primeiros compromissos do Brasil em Nova York e Filadélfia, deslocando o planejamento logístico – a permanência em solo nova-iorquino reduz trechos aéreos, facilita aclimatação e evita mudanças bruscas de temperatura.
Logística: menos desgaste, mais tempo de recuperação
• Distâncias menores: Nova York–Filadélfia (cerca de 150 km) pode ser percorrida de ônibus, evitando check-in de aeroporto.
• Clima ameno: jogos no nordeste dos EUA tendem a ocorrer com temperaturas abaixo dos 30 °C, diferente do calor de outras sedes.
• Intervalo “confortável”: a Seleção atua nos dias 13, 16 e 24 de junho, ganhando oito dias até o duelo em Miami, tempo considerado ideal pela equipe de preparação física.
Amistoso com a Noruega: laboratório para o sistema defensivo
A CBF enxerga a Noruega, de Erling Haaland, como o teste mais próximo de enfrentar ataques físicos e diretos, semelhantes aos que Marrocos e Escócia podem oferecer no Grupo C. Os europeus terminaram as Eliminatórias com 100% de aproveitamento em um grupo que tinha a Itália, algo que reforça o nível de exigência planejado.
Raio-X dos adversários do Grupo C
Marrocos: semifinalista do último Mundial, alia transições rápidas a uma linha defensiva sólida.
Haiti: aposta na velocidade de contra-ataque, mas sofreu em média 1,8 gol por partida nas Eliminatórias da Concacaf.
Escócia: força no jogo aéreo; terminou a fase de grupos europeia com 46% dos gols vindos de bolas paradas.
Imagem: Internet
Calendário até a Copa
• Data Fifa de março/26: amistosos contra França (Boston) e Croácia (Orlando).
• Jogo de despedida no Brasil: adversário a definir, provavelmente no fim de maio.
• Chegada aos EUA: início de junho, já em Nova York, aguardando confirmação da FIFA sobre o “base camp”.
• Último teste: negociação em andamento com a Noruega para o início da segunda semana de junho.
Impacto futuro: o que esse planejamento sinaliza
Ao centralizar operações em Nova York, a comissão técnica reduz deslocamentos e prioriza recuperação física, fator decisivo em um torneio disputado em intervalos curtos. Já o amistoso contra a Noruega pode calibrar o sistema defensivo diante de um centroavante de elite, fornecendo dados de resposta a bolas longas e transições rápidas. Se confirmado, o modelo de preparação tende a influenciar não só a dinâmica dos treinamentos, mas também a escolha do elenco final – privilegiando jogadores versáteis e acostumados a cenários de pressão física intensa.
Com informações de ESPN Brasil