Washington (EUA), 5 de dezembro de 2025 – O Brasil soube nesta sexta-feira que enfrentará Haiti, Marrocos e Escócia na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, e a seleção caribenha será o segundo compromisso da equipe comandada por Carlo Ancelotti. O confronto, marcado para os Estados Unidos, colocará a Seleção frente ao atual 84º colocado do ranking da FIFA, equipe que volta a um Mundial após 52 anos.
Por que o duelo merece atenção
Apesar da diferença de tradição entre as seleções, o Haiti superou adversários mais experientes – Costa Rica e Honduras – nas Eliminatórias da Concacaf, mostrando resiliência em jogos decisivos. Em Copas, brasileiros e haitianos jamais se enfrentaram; o único registro marcante é o amistoso “Duelo da Paz”, em 2004, vencido pelo Brasil por 6 a 0.
Raio-X do Haiti
- Posição no ranking FIFA: 84º lugar (nov/2025).
- Técnico: Sébastien Migné (FRA), conhecido por blocos defensivos compactos e transições rápidas.
- Destaque individual: Duckens Nazon, 31 anos, autor de gols decisivos nas Eliminatórias; está a cinco tentos de se tornar o maior artilheiro da história haitiana.
- Última participação em Copas: 1974, na Alemanha Ocidental.
- Ponto forte: contra-ataque veloz iniciado pelos extremos.
- Ponto vulnerável: média de gols sofridos superior a 1,5 por partida nos jogos qualificatórios.
Como o Haiti se encaixa contra o Brasil de Ancelotti
Ancelotti tem usado o Brasil em 4-3-3 com posse sustentada e lateralidade alta. O Haiti normalmente defende em 4-5-1, fechando o centro e tentando transições diretas para Nazon. A zona de risco para a Seleção é o espaço às costas dos laterais; por outro lado, a infiltração entrelinhas de meias brasileiros (como Bruno Guimarães ou Lucas Paquetá) tende a quebrar a linha haitiana, dada a menor densidade de jogo interior da equipe caribenha.
Importância na dinâmica do Grupo
O segundo jogo costuma ser decisivo para encaminhar a classificação: estatisticamente, seleções que somam seis pontos nas duas primeiras rodadas avançam em 91% das vezes. Para o Brasil, uma vitória sobre o Haiti reduziria a pressão para o duelo final diante da Escócia. Para os haitianos, qualquer ponto conquistado mantém vivo o sonho de oitavas em um torneio que agora classifica dois times por grupo — mais quatro melhores terceiros.
Próximos passos: A FIFA divulga neste sábado (6) a tabela completa com locais e horários. A CBF já planeja logística de aclimatação no sul dos EUA, área climática semelhante à sede do duelo com o Haiti.
Imagem: Internet
O encontro entre Brasil e Haiti carrega mais do que números: representa, para os caribenhos, o retorno ao palco máximo do futebol e, para a Seleção, um teste estratégico contra uma equipe de bloco baixo que costuma desafiar a criatividade ofensiva. O desempenho desta partida poderá definir o grau de tranquilidade brasileiro rumo ao mata-mata e, para o Haiti, será a vitrine para confirmar a surpreendente campanha das Eliminatórias.
Com informações de ESPN.com.br