Quem: Seleção brasileira de skate street. O quê: não conquistou medalhas. Quando: etapa mais recente da Copa do Mundo de Skate Street, encerrada neste fim de semana. Onde: complexo esportivo internacional sediado pela World Skate (cidade-sede divulgada pela federação). Por quê: performances abaixo das notas de corte deixaram os atletas nacionais fora do Top-3 masculino e feminino.
Por que o resultado chama atenção
Desde que o circuito mundial de skate street foi retomado em formato de Copa do Mundo, os brasileiros se consolidaram como potência — foram ao pódio em todas as edições entre 2019 e 2023. A ausência desta vez quebra uma sequência de, no mínimo, três temporadas com medalhas em todas as etapas principais. O dado reforça o quão excepcional foi o desfecho do fim de semana.
Retrospecto recente do Brasil no skate street
• Kelvin Hoefler – prata em Tóquio 2021 e campeão de etapa em 2022
• Rayssa Leal – prata olímpica e bicampeã de etapas na última temporada
• Giovanni Vianna – campeão mundial em 2021
• Pâmela Rosa – campeã mundial em 2019 e 2021
Com esse histórico, a expectativa por novos pódios era elevada. Entretanto, erros em manobras de alto grau de dificuldade — especialmente nas tentativas finais da linha de 45 segundos — comprometeram as notas dos brasileiros, que terminaram fora do Top-3 mesmo com boas classificações nas fases preliminares.
Raio-X da etapa
Formato de disputa: duas voltas de 45 s + cinco tentativas de manobra individual (Best Trick).
Notas de corte para o pódio: média superior a 8,5 (em escala 0–10).
Melhor brasileiro entre os homens: Giovanni Vianna (nota média 8,1).
Melhor brasileira entre as mulheres: Pâmela Rosa (nota média 7,9).
Impacto na corrida olímpica
Os pontos distribuídos pela Copa do Mundo contam para o ranking da World Skate, usado para definir vagas nos Jogos de Paris 2024. A falta de medalhas significa:
Imagem: Julio Detef
- Menos pontos de bonificação (pódios geram até 40% extras).
- Pressão adicional nas próximas duas etapas, já que apenas as quatro melhores pontuações contam para o ranking final.
- Possível reposicionamento de atletas de Japão, EUA e Austrália à frente dos brasileiros na zona de classificação direta.
Próximos passos da seleção
A Confederação Brasileira de Skate (CBSk) projeta intercâmbio de treinos na Califórnia antes da próxima etapa, prevista para abril. O foco é ajustar consistência nas manobras de maior pontuação — flip in / flip out em corrimãos e bordas — e reduzir quedas que custaram pontos decisivos nesta prova.
Conclusão: A ausência de medalhas liga um alerta, mas não compromete a força histórica do Brasil na modalidade. Com margem para descartar resultados piores no ranking, a seleção ainda depende apenas de si para chegar forte a Paris 2024. A resposta virá já na próxima etapa, que passa a ter peso de decisão antecipada para os brasileiros.
Com informações de BandSports