Roma, 25 de novembro de 2025 — Fabio Capello, técnico que comandou a Roma no histórico Scudetto de 2000/01, comparou publicamente a equipe de Gian Piero Gasperini, líder isolada da Serie A, à sua antiga campeã. Ao canal Sky Sport, o ex-treinador destacou o “mesmo clima” de confiança no vestiário e a capacidade de Gasperini de manter o grupo em alerta numa cidade propensa a oscilar entre euforia e depressão.
O que Capello vê de parecido entre 2001 e 2025
Capello lembrou que, em seu primeiro ano na capital, ainda montava a base que seria campeã logo depois da chegada de Gabriel Batistuta. Hoje, segundo ele, a Roma vive fase semelhante de construção, mas já colhe resultados imediatos. “Essa continuidade é o maior mérito”, disse, apontando o trabalho psicológico de Gasperini para blindar o elenco do ambiente externo.
Gasperini e o papel da confiança individual
Para o ex-técnico, a chave está na relação com o grupo. “Os jogadores sentem a confiança”, afirmou, citando a evolução de Paulo Dybala e, principalmente, do jovem Matías Soulé. Ambos ganharam protagonismo no esquema de três zagueiros, marca registrada de Gasperini, que exige alta intensidade física e cognitiva.
Raio-X da Roma líder
Modelo de jogo: 3-4-2-1 com pressão alta constante e alas largos.
Ponto forte: sequência invicta que sustenta a liderança e redução de gols sofridos em comparação com a temporada passada.
Desafio: calendário apertado por causa da Liga Europa e da Coppa Italia, que pode gerar desgaste físico e mental.
O alerta para o Milan
Capello elogiou o “instinto vencedor” de Gasperini, mas destacou um obstáculo externo: a participação romana nas competições continentais. “As copas são dispendiosas e não permitem recuperação completa. Isso provavelmente favorece o Milan”, analisou, referindo-se ao rival que, sem torneio europeu nesta fase, prepara-se só para o campeonato.
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Impacto futuro na corrida pelo Scudetto
Se a Roma sustentar o rendimento até a virada do ano, reforça-se como candidata real ao título que não conquista desde 2001. A carga de jogos internacionais, porém, exigirá rodagem de elenco e manutenção da consistência emocional identificada por Capello. O duelo indireto com um Milan mais descansado adiciona um componente estratégico decisivo ao segundo turno.
No horizonte imediato, portanto, o trabalho de Gasperini será testado pela gestão física do grupo e pela pressão crescente de torcedores sedentos por um título de duas décadas. Como destacou Capello, a continuidade — rara na capital — pode transformar a comparação histórica em realidade dentro de alguns meses.
Com informações de Corriere dello Sport