São Paulo, 28 de novembro de 2025 – Um dia depois da derrota por 6 a 0 para o Fluminense no Maracanã, o presidente Julio Casares concedeu entrevista coletiva no CT da Barra Funda para anunciar mudanças no departamento de futebol, negar que renunciará ao cargo e detalhar o planejamento antecipado para a temporada 2026.
O que motivou a coletiva
O revés no Rio foi a segunda maior goleada sofrida pelo São Paulo no século, atrás apenas do 7 a 1 para o Vasco em 2001. O resultado gerou pressão imediata da torcida, que já via o time de Hernán Crespo fora da zona de classificação para a CONMEBOL Libertadores, com 48 pontos e duas rodadas por disputar. Diante do clima tenso, Casares explicou as demissões de Carlos Belmonte (diretor de futebol), Chapecó (gerente) e Nelsinho (coordenador), afirmando que as mudanças estavam previstas para após o Brasileirão, mas foram antecipadas.
Reestruturação no departamento de futebol
Com as saídas confirmadas, ganham peso interno o executivo Rui Costa e o coordenador técnico Muricy Ramalho. O recém-contratado Márcio Carlomagno, CEO de futebol, será responsável por alinhar orçamento e desempenho esportivo. Segundo Casares, o objetivo é “acelerar o planejamento para 2026” e investir mais em capital humano após aportes recentes na infraestrutura do CT.
Raio-X do momento tricolor
- Últimos 5 jogos: 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas
- Gols sofridos em 2025: 48 em 36 rodadas (média de 1,33 por partida)
- Lesões: 13 atletas no departamento médico, espalhados por todos os setores
- Classificação atual: 8º lugar, fora do G-6 que dá vaga direta na Libertadores
- Goleadas no século: 6 a 0 (Fluminense/2025), 6 a 1 (Corinthians/2015) e 7 a 1 (Vasco/2001)
Impacto político e eleitoral
A ruptura com Belmonte vinha se desenhando desde a eleição presidencial de 2024. Internamente, a presença cada vez maior de Carlomagno – cotado como candidato da situação para 2026 – tensionou a relação. Mesmo assim, Casares afirmou ter “apoio da coalizão” e garantiu cumprir o mandato até o fim, descartando renúncia.
O que esperar das duas últimas rodadas
O São Paulo recebe o Internacional (03/12) e fecha a campanha contra o Vitória em Salvador (07/12). Para ainda sonhar com Libertadores, o Tricolor precisa somar ao menos quatro pontos e torcer por tropeços de concorrentes diretos como Athletico-PR e Cruzeiro. A presença de 13 lesionados, porém, obriga Crespo a recorrer a atletas da base e a improvisações táticas, especialmente na defesa, setor que já sofreu 10 gols nas últimas quatro partidas.
Imagem: Internet
Conclusão prospectiva: A permanência de Julio Casares e a promoção de um CEO dedicam-se a estabilizar o clube em meio à crise técnica e política. O desempenho nas duas rodadas finais indicará se a reformulação antecipada terá início com a vaga continental ou sem competições internacionais em 2026, fator que pode influenciar fortemente o orçamento, o mercado de transferências e a própria sucessão presidencial no Morumbi.
Com informações de ESPN Brasil