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    Dirigente que deu origem à Operação Penalidade Máxima detona julgamento de Bruno Henrique, do Flamengo, e faz forte desabafo à ESPN

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    Goiânia (GO), 20 de novembro de 2025 – Hugo Jorge Bravo, presidente do Vila Nova e autor da denúncia que deu origem à Operação Penalidade Máxima, criticou em entrevista exclusiva à ESPN a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de multar em R$ 100 mil e liberar para jogar o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, acusado de ter forçado um cartão amarelo contra o Santos em 2023 para favorecer apostadores.

    Entenda o caso

    O processo contra Bruno Henrique foi aberto após mensagens trocadas em aplicativos indicarem que o atleta teria informado a familiares que receberia cartão amarelo no duelo vencido pelo Flamengo por 3 a 2 sobre o Santos, em 1.º de novembro de 2023. O STJD entendeu que não houve elemento suficiente para enquadrá-lo em tentativa de manipulação de resultado, aplicando apenas multa financeira.

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    Hugo Jorge Bravo, responsável pela denúncia que expôs um amplo esquema de apostas no futebol nacional, considera que houve “vazamento de informação sensível” e que esse tipo de conduta deveria ser punido de forma exemplar para funcionar como fator de dissuasão.

    Por que a comparação com Gabriel Domingos?

    Na mesma Operação Penalidade Máxima, o volante Gabriel Domingos, então atleta do Vila Nova, foi suspenso por 720 dias e multado em R$ 80 mil por emprestar sua conta bancária a intermediários– algo que não resultou em aposta efetiva. Para Hugo Jorge, a discrepância ilustra um padrão mais rigoroso em divisões inferiores em comparação aos jogadores da Série A.

    Raio-X das penalidades na Operação Penalidade Máxima

    • 11 atletas foram denunciados formalmente desde 2023.
    • Suspensões variaram de 360 a 720 dias; Bruno Henrique recebeu apenas multa.
    • Multas oscilaram entre R$ 5 mil e R$ 80 mil; o atacante rubro-negro pagará R$ 100 mil.
    • Nenhum jogador da Série A foi suspenso por tempo superior a 180 dias até o momento.

    Impacto esportivo: o que muda para o Flamengo

    Livre para atuar, Bruno Henrique segue como peça importante no elenco de Tite. Desde 2019, o camisa 27 acumula 83 gols e 41 assistências em 268 partidas, além de participar diretamente de 15% dos gols rubro-negros em competições nacionais e internacionais nesse período. A manutenção de seu status garante ao líder técnico da equipe presença nos jogos decisivos do Brasileirão 2025 e na reta final da Conmebol Libertadores.

    O debate sobre integridade e punições

    Segundo Hugo Jorge, a pena limitada à multa pode “baratear o risco” de novas infrações. Pela lógica financeira, ganhos potenciais em apostas podem superar facilmente o valor de R$ 100 mil, especialmente em mercados que pagam prêmios milionários por informações internas.

    O dirigente também sugeriu que o Quadro de Ética da CBF ainda pode reavaliar o caso, pois o Estatuto do Torcedor e o Código de Ética do Futebol Brasileiro permitem sanções administrativas independentes das decisões do STJD.

    Próximos passos

    A tendência é que o caso volte à pauta quando a CBF anunciar a nova composição de seu Conselho de Ética no início de 2026. Caso o processo avance, Bruno Henrique poderá ser novamente julgado, mas, até lá, seguirá apto a defender o Flamengo em todas as competições.

    No curto prazo, o debate sobre a proporcionalidade das penas deve pressionar a Justiça Desportiva a revisar parâmetros de suspensão e multas, principalmente em cenários que envolvem informação privilegiada e apostas esportivas. A evolução dessas regras será crucial para manter a credibilidade das competições brasileiras.

    Com informações de ESPN Brasil

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