Quem, o quê, quando, onde e por quê: A Liga dos Campeões Feminina inicia nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, a primeira edição com fase de liga de 18 equipes – seis jogos para cada clube, três em casa e três fora. O novo modelo substitui a antiga fase de grupos, garante vagas diretas nas quartas de final aos quatro primeiros colocados e abre playoffs entre o 5º e o 12º para definir as demais classificadas, tornando a disputa mais longa, equilibrada e atrativa para torcedores e mídia.
Como funciona a nova fase de liga
• 18 clubes disputam uma tabela única.
• Cada time joga seis partidas contra adversários diferentes (3 mandos, 3 visitas).
• Top-4: vão direto às quartas.
• 5º ao 12º: playoffs em ida e volta por quatro vagas restantes.
• 13º ao 18º: eliminados.
A mudança chega apenas quatro temporadas depois da implantação dos grupos, mas atende a dois objetivos da UEFA: acomodar o crescimento técnico na Europa e abrir espaço para futuras expansões sem mexer no calendário-base.
Transmissão: da promessa ao alcance global
Após três anos com a DAZN, a competição passa a ser exibida pelo Disney+, combinado a janelas de TV aberta em mercados estratégicos. O objetivo é potencializar audiência e patrocínios, corrigindo a queda de visibilidade causada pela antiga barreira de paywall.
Quem são as favoritas?
Arsenal (atual campeão) mantém o know-how continental, mas chega oscilando na WSL, com sete pontos perdidos em três rodadas recentes. A estreia contra o OL Lyonnais fora de casa já serve de termômetro.
Barcelona, três títulos nas últimas cinco temporadas, inicia 2025/26 com 31 gols marcados em vitórias consecutivas na liga espanhola. Entretanto, o elenco curto de Pere Romeu eleva o risco de desgaste em jogos de alta exigência.
Wolfsburg e Bayern de Munique dividem a liderança invicta da Frauen-Bundesliga (4V-1E). Nenhum time alemão ergue a taça desde 2015, o que adiciona pressão regional.
O Lyon, recordista com oito conquistas, chega a Boreham Wood 100% na D1 Arkema (4V) e vê na mudança de regulamento uma chance de encurtar caminho até o mata-mata.
Já o Chelsea, após eliminação por 8-2 para o Barça na semifinal passada, mantém sequência de vitórias, mas desempenho abaixo do esperado acende alerta para confrontos europeus.
Imagem: Internet
Estreia gigante: Manchester United encara “grupo móvel”
O United participa do torneio principal pela primeira vez. A equipe de Marc Skinner sustentou empates contra Chelsea e Arsenal na liga inglesa, ancorada em defesa consistente. Lesionada, Millie Turner só volta após o Natal, e a profundidade curta do elenco será testada diante de Vålerenga, Atlético de Madrid, PSG, Wolfsburg, Lyon e Juventus – uma sequência considerada das mais duras da nova fase.
Olho nas revelações
Aggie Beever-Jones (Chelsea, 20 anos): quatro gols em cinco jogos na WSL, candidata a ganhar minutos na Champions.
Lily Yohannes (Lyon, 18): contratada ao Ajax, marcou em sua estreia; os EUA venceram a disputa por sua seleção.
Katie Reid (Arsenal, 19): titular na zaga após lesão de Leah Williamson, impressiona pela imposição física e leitura de jogo.
Raio-X da temporada 2025/26
Número de participantes: 18 (antes eram 16).
Jogos extras: mínimo de +1 partida por clube em relação ao antigo formato.
Cota de TV: estimativa de 30% a mais em direitos internacionais graças ao acordo Disney.
Datas-chave: fase de liga – out/25 a jan/26; playoffs – fev/26; quartas – mar/26; semi – abr/26.
Final em Oslo: palco inédito e capacidade limitada
O Ullevaal Stadion, casa da seleção norueguesa, receberá a final entre 22 e 24 de maio de 2026, com 27.182 lugares. Venceu a concorrência de Stuttgart (MHPArena) e Glasgow (Hampden Park), reforçando a estratégia de levar o jogo decisivo a mercados em ascensão no futebol feminino.
O que muda para clubes e torcedores
• Mais imprevisibilidade esportiva: o sorteio de adversários a cada rodada reduz a preparação específica e favorece elencos versáteis.
• Receita extra: ao menos uma partida europeia a mais no calendário doméstico significa bilheteria e matchday valorizados.
• Visibilidade ampliada: o reach global do streaming da Disney impulsiona exposição de marcas e atletas, crucial para reforçar contratos de patrocínio individuais.
Impacto futuro: Se o novo formato entregar equilíbrio e audiência, a UEFA já estuda ampliar para 20 ou 24 equipes até 2028, o que deve acelerar investimentos em categorias de base e infraestrutura. Os clubes que se adaptarem mais rápido ao rodízio de elenco e à análise de dados para múltiplos adversários em sequência terão vantagem competitiva não só nesta edição, mas também na próxima janela de expansão.
Com informações de The Guardian