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    Presidente da Chapecoense fala sobre interesse em atacante do Fluminense

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    Chapecó (SC), 10/12/2025 — O presidente da Chapecoense, Alex Passos, confirmou nesta quarta-feira que manteve conversas com representantes do atacante Everaldo, atualmente no Fluminense, mas reconheceu que a pedida salarial do jogador excede o teto financeiro do clube catarinense para a temporada 2026.

    Entenda a negociação e o entrave financeiro

    Segundo Passos, a diretoria chegou a consultar as condições para repatriar o atleta, que foi peça-chave da Chape em 2019. Porém, o valor solicitado pelos representantes do centroavante está acima do orçamento definido após o retorno do clube à Série A. A prioridade do departamento de futebol é preservar o equilíbrio financeiro em seu primeiro ano de volta à elite nacional.

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    Por que Everaldo voltou ao radar da Chape?

    Everaldo, de 34 anos, viveu a melhor fase da carreira justamente com a camisa verde-branca. Em 2019, marcou 19 gols e distribuiu 2 assistências, contribuindo para salvar a equipe do rebaixamento naquele momento crítico. O desempenho o levou ao exterior e, posteriormente, ao Fluminense.

    No Tricolor, o atacante registrou 8 gols e 3 assistências em 2025. Apesar de não ser titular absoluto, ele se manteve como peça de rotação no esquema de Fernando Diniz, atuando tanto como 9 de referência quanto partindo do lado esquerdo para infiltrar na área.

    Raio-X de Everaldo

    • Posição: Centroavante (também atua como segundo atacante)
    • Altura: 1,80 m — boa capacidade de disputa aérea
    • Principais características: mobilidade fora da área, finalização de primeira e jogo de pivô
    • Números de 2025 (Fluminense): 8 gols, 3 assistências, 52% de acerto nas finalizações*
    • Números de 2019 (Chapecoense): 19 gols, 2 assistências, 0,52 gol/jogo

    *Dados compilados a partir de relatórios públicos de desempenho da CBF

    Impacto projetado para 2026

    Se a negociação evoluir, Everaldo chegaria para comandar o ataque de uma Chapecoense que ainda busca um finalizador de volume: o elenco atual carece de jogadores com média superior a 0,30 gol por partida. Entretanto, a diretoria entende que comprometer o fluxo de caixa logo no primeiro ano de Série A pode prejudicar investimentos em outras posições carentes, como as laterais.

    Por ora, o clube mantém o nome do atacante em seu radar e estuda alternativas de mercado que caibam no teto salarial. Uma eventual reabertura das conversas dependerá da disposição do jogador em rever valores ou de possíveis parcerias para bancar parte dos vencimentos.

    Próximos passos: a Chapecoense seguirá monitorando o mercado até o início da pré-temporada em janeiro. Caso o impasse persista, a diretoria deve buscar opções mais jovens ou atletas em fim de contrato, mantendo a política de austeridade enquanto se estrutura para a Série A.

    Com informações de NetFlu

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