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    Charles do Bronx explica importância do BMF e rebate críticas ao seu estilo: ‘Será que eu estou errado?’

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    Las Vegas (EUA), 7 de março de 2026 – O brasileiro Charles “do Bronx” Oliveira volta ao octógono neste sábado (07), no card principal do UFC 326, para enfrentar Max Holloway em duelo que vale o cinturão BMF (Baddest Mother*****r). A disputa acontece na T-Mobile Arena, a partir das 19h (de Brasília), e pode tornar Oliveira o primeiro brasileiro a conquistar o título “mais casca-grossa” da organização.

    Por que o cinturão BMF importa para Charles Oliveira

    Criado em 2019, o BMF já passou por apenas três mãos – Jorge Masvidal, Justin Gaethje e o atual detentor, Max Holloway. Para Oliveira, a faixa especial representa:

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    • Ampliação de legado: somar um segundo cinturão ao histórico que inclui o reinado peso-leve de 2021-22.
    • Marca inédita para o Brasil: seria a primeira vez que o troféu viria para o país.
    • Possibilidade de novos recordes: ele já lidera o ranking de finalizações no UFC e persegue bônus extras de performance.

    Estilo agressivo: a lógica por trás do risco

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    Criticado após ser nocauteado por Ilia Topuria no UFC 317, Charles mantém a promessa de não abdicar da trocação contra Holloway. O raciocínio, segundo explicou ao ESPN.com.br, baseia-se em dois pontos:

    1. Evolução técnica: “Se fosse há 15 anos, eu era só jiu-jitsu; hoje sou lutador de MMA”, argumenta o paulista, confiante no seu “poder de fogo” em pé.
    2. Identidade vencedora: o estilo ofensivo rendeu 12 bônus de desempenho e o cinturão dos leves, projetando-o ao topo de popularidade no UFC.

    A manutenção desse padrão, porém, coloca o brasileiro contra um dos maiores volume strikers do esporte e gera debate entre fãs sobre risco versus recompensa.

    Raio-X numérico de Oliveira x Holloway

    • Charles Oliveira
      • Lutas no UFC: 35
      • Vitórias: 28 | Derrotas: 7
      • Finalizações no UFC: 19 (recorde histórico)
      • Bônus de performance: 12
    • Max Holloway
      • Lutas no UFC: 32
      • Vitórias: 26 | Derrotas: 6
      • Golpes significativos conectados: +3.600 (recorde da organização)
      • Série atual: nocautes sobre Justin Gaethje e Dustin Poirier

    Os números evidenciam um choque de estilos: a maior marca de finalizações contra o maior volume de golpes acertados.

    Impacto futuro: o que muda após o UFC 326

    Se Charles vencer, o Brasil ganha um campeão BMF e o paulista recoloca seu nome na rota de disputa do cinturão linear dos leves, hoje em poder de Islam Makhachev. Além disso, abre-se a porta para defesas do BMF em eventos no país, cenário atrativo comercialmente para o UFC.

    Se Holloway manter o título, o havaiano consolidará o cinturão alternativo e pode forçar conversas sobre nova chance pelo peso-pena ou superlutas em categorias superiores. Para Oliveira, restaria reavaliar estratégia ou descer o ritmo de lutas, como sinalizado por ele ao cogitar apenas uma apresentação anual.

    No curto prazo, independentemente do resultado, o confronto deve redefinir hierarquias entre os nomes de elite do peso-leve e calibrar a relevância do BMF como ativo de marketing para a organização.

    Com informações de ESPN Brasil

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