22 de outubro de 2025, Londres – Com três gols marcados por jogadores que ainda não completaram 20 anos, o Chelsea derrotou o Ajax por 5 a 1 e estabeleceu uma série de recordes na fase de liga da UEFA Champions League. A vitória, construída ainda no primeiro tempo após a expulsão de Kenneth Taylor, consolida o projeto de rejuvenescimento comandado por Enzo Maresca e mantém os blues próximos da zona de classificação direta para as oitavas de final.
Por que a goleada foi histórica?
O placar elástico por si só já chamaria a atenção, mas a noite ganhou contornos de livro de recordes:
- Marc Guiu (19 anos e 291 dias) tornou-se o mais jovem a marcar pelo Chelsea na Champions – por apenas 28 minutos.
- Logo em seguida, o brasileiro Estêvão Willian, de 18 anos e 181 dias, bateu a marca de Guiu ao converter pênalti.
- No início da segunda etapa, Tyrique George (19 anos e 260 dias) fechou a conta e empurrou Guiu para a terceira posição nesse ranking.
- É a primeira vez que um clube coloca três adolescentes diferentes na lista de goleadores de uma mesma partida de Champions League.
Raio-X da partida
Gols: Caicedo, Guiu, Enzo Fernández (pên.), Estêvão (pên.) e Tyrique George – Weghorst (pên.) descontou.
Expulsão: Kenneth Taylor (Ajax), 17′.
Posse de bola: Chelsea 63% x 37% Ajax.
Finalizações: Chelsea 18 (10 no alvo) x 7 (3 no alvo) Ajax.
Idade média do Chelsea: 22,1 anos – a segunda escalação mais jovem de um clube inglês na história da competição.
Como fica a tabela da Champions
Com nove pontos em quatro jogos, o Chelsea aparece empatado em pontuação com o oitavo colocado, ficando fora da zona de classificação direta apenas pelo saldo de gols. O Ajax, por outro lado, segue zerado e vê a esperança de avanço praticamente ruir, já que necessitaria vencer todas as três rodadas restantes e ainda torcer por uma grande combinação de resultados.
A lógica tática por trás do resultado
Além da vantagem numérica, o Chelsea explorou duas deficiências conhecidas do Ajax de John Heitinga:
- Saída de bola exposta – a marcação alta de Caicedo e Enzo Fernández forçou erros e gerou volume ofensivo ainda no campo rival.
- Laterais fragilizados – Buonanotte e Estêvão infiltraram nas costas dos laterais holandeses, resultando em dois pênaltis e diversas chances criadas.
Com as linhas compactas e transições curtas, Maresca manteve o ritmo mesmo ao rodar o elenco: dez mudanças em relação ao jogo anterior não comprometeram a identidade de posse agressiva.
Imagem: Internet
Próximos passos para Chelsea e Ajax
No curto prazo, Maresca ganhará o reforço do suspenso João Pedro e poderá testar uma formação ainda mais ofensiva contra o Galatasaray, adversário direto na luta pelo top-8 da liga europeia. Para o Ajax, resta estancar a sangria defensiva – foram 14 gols sofridos em quatro rodadas da Champions – antes de encarar o PSV no clássico doméstico que pode definir o futuro de Heitinga no cargo.
Se o Chelsea repetir o desempenho e capitalizar a confiança de sua “geração 2000”, a equipe londrina pode transformar a ousadia juvenil em ativo competitivo real, seja pela valorização dos atletas, seja pela extraordinária profundidade de elenco para as fases eliminatórias.
Com informações de The Guardian