Quem: Chelsea x Charlton Athletic – O que: vitória dos Blues por 5 a 1 – Quando: sábado, 10 de janeiro de 2026 – Onde: The Valley, Londres – Por quê: estreia de Liam Rosenior no comando técnico e jogo válido pela terceira fase da FA Cup.
Domínio técnico, mas clima tenso: como foi o jogo
Mesmo utilizando um time considerado alternativo, o Chelsea impôs ritmo de posse e circulação de bola que resultou em gols de Jorrel Hato, Tosin Adarabioyo, Marc Guiu, Pedro Neto e Enzo Fernández. O Charlton chegou a diminuir com Miles Leaburn, explorando falha na bola parada – ponto que o novo treinador já sinalizou como “básico a corrigir”.
Do lado de fora, a vitória não silenciou a oposição dos torcedores ao consórcio Todd Boehly/Clearlake. Cânticos pedindo a volta de Roman Abramovich foram ouvidos desde o primeiro minuto, indicando que o desafio de Rosenior vai além das quatro linhas.
Por que 5 a 1 importa mais que três pontos
A partida marcou o quinto treinador diferente do Chelsea desde 2022. Rosenior, de 41 anos, assinou por seis temporadas e meia após deixar o Strasbourg, clube também controlado pela BlueCo. Em sua estreia:
- Manteve a estrutura de construção que Enzo Maresca utilizava, priorizando saídas curtas e amplitude com laterais.
- Testou a dupla de pontas Facundo Buonanotte e Jamie Gittens, algo pouco visto em 2025/26.
- Deu minutos ao prodígio Estêvão Willian, que causou desequilíbrio pelo lado direito e sofreu o pênalti convertido por Enzo Fernández.
Na prática, o 5 a 1 garante o Chelsea na quarta fase da FA Cup e serve como laboratório antes do primeiro confronto da semifinal da Carabao Cup contra o Arsenal, na próxima quarta-feira.
Raio-X do jogo
Autores dos gols
Imagem: Internet
- 1-0 – Jorrel Hato (37′)
- 2-0 – Tosin Adarabioyo (48′)
- 2-1 – Miles Leaburn (57′)
- 3-1 – Marc Guiu (63′)
- 4-1 – Pedro Neto (78′)
- 5-1 – Enzo Fernández (90+5′, pênalti)
Pontos táticos observados
- Linha de quatro com Hato e Gusto oferecendo profundidade pelos lados, reforçando o conceito de “laterais construtores” típico da escola Rosenior.
- Duplo pivô Gallagher–Ugochukwu garantindo superioridade numérica nas inversões e liberando Buonanotte para flutuar entrelinhas.
- Pressão pós-perda agressiva que impediu o Charlton de progredir em transições, reflexo da ênfase física trazida pelo novo comandante.
Impacto futuro: o que observar daqui para frente
A goleada cria colchão de confiança, mas o roteiro fora de campo permanece turbulento. Órgãos internos do clube projetam que Rosenior será cobrado por consistência defensiva – especialmente em bolas paradas, ponto vulnerável há duas temporadas – e pela integração gradual de investimentos como Estêvão e Guiu. A recepção da torcida aos jovens pode abrandar a tensão com a diretoria se os resultados aparecerem.
Com Arsenal pela frente na Carabao Cup e a Premier League retomando na semana seguinte, a sequência de janeiro funcionará como termômetro inicial da “Era Rosenior”. O treinador precisará equilibrar rotação de elenco e rendimento imediato para sustentar o bom começo e, quem sabe, transformar os protestos em aplausos.
Com informações de The Guardian