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    Chelsea injuries are ‘consequences’ from Club World Cup run, says Maresca

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    Londres, 3 de outubro de 2025 – O técnico Enzo Maresca admitiu nesta sexta-feira que o Chelsea terá de lidar com sete a oito desfalques no confronto de sábado contra o Liverpool, em Stamford Bridge, consequência direta – segundo ele – do desgaste acumulado na campanha vitoriosa do Mundial de Clubes disputado em julho.

    Entenda o quadro de desfalques

    O clube londrino não poderá contar com Cole Palmer (problema recorrente no púbis), além dos lesionados de longa data Wesley Fofana, Liam Delap, Levi Colwill, Andrey Santos e Tosin Adarabioyo. No sistema defensivo, a lista ainda cresce com a suspensão de Trevoh Chalobah, expulso na rodada passada contra o Brighton.

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    Com quatro a cinco defensores fora de combate, Maresca convocou novamente o zagueiro de 19 anos Josh Acheampong, que deve fazer seu quarto jogo como titular na Premier League.

    Por que o Mundial de Clubes pesa

    Relatório publicado esta semana pelo sindicato global de atletas Fifpro indica que o elenco do Chelsea teve apenas 20 dias de folga após o Mundial de Clubes – dois a menos que o vice-campeão Paris Saint-Germain. O estudo alerta para o “excesso de minutos” acumulado em um calendário que já inclui Premier League, Liga dos Campeões e copas nacionais.

    Para Maresca, o dado explica a atual epidemia de lesões: “Se PSG e Chelsea têm tantos problemas físicos, provavelmente são consequências do Mundial”, argumentou o treinador.

    Raio-X disciplinar: cartões em evidência

    Além dos problemas médicos, o Chelsea lidera o ranking de cartões na era Maresca. Desde junho de 2024, são:

    • 7 expulsões em 73 partidas – média de um vermelho a cada 10,4 jogos, pior marca entre os clubes da Premier League.
    • 114 cartões amarelos – recorde da liga no período, equivalente a 2,7 advertências por jogo.

    Mesmo após a terceira expulsão em sequência – a de João Pedro contra o Benfica pela Liga dos Campeões –, o italiano descartou problemas disciplinares: “É preciso analisar caso a caso”, disse.

    Quem é Josh Acheampong e o que muda na zaga

    Formado em Cobham, Acheampong ganhou minutagem ainda na temporada passada. Canhoto, veloz e confortável na saída curta, ele se tornou a primeira opção para cobrir ausências no lado esquerdo da defesa. Sem Colwill e Adarabioyo, tende a atuar ao lado de Benoît Badiashile ou Axel Disasi, mantendo a linha de quatro preferida por Maresca.

    Impacto tático contra o Liverpool

    Construção pelo centro ameaçada: a lesão de Palmer priva o Chelsea de seu líder em passes-chave na Premier League 2025/26.
    Pressão alta mais arriscada: com zaga jovem, o time deve recuar alguns metros para evitar duelos individuais contra o trio móvel de Jürgen Klopp.
    Aposta em amplitude: Lesões no miolo defensivo podem levar Maresca a reforçar as alas com Gusto e Cucurella para aliviar a saída por dentro.

    Próximos desafios e cenário de recuperação

    O calendário não dá trégua: após encarar o Liverpool, o Chelsea visita o Aston Villa e, na sequência, recebe o Borussia Dortmund pela Champions. A comissão médica projeta retorno de alguns defensores só após a próxima Data Fifa, enquanto Palmer permanece sem prazo definido. A capacidade de Maresca de integrar atletas da base, como Acheampong, e ajustar a intensidade de treinos será decisiva para evitar novos contratempos físicos.

    Se confirmar a vaga no G-4 mesmo com elenco reduzido, o Chelsea chega vivo nas três frentes e coloca pressão direta sobre os concorrentes – mas a linha entre rodar o elenco e perder competitividade nunca esteve tão tênue em Stamford Bridge.

    Com informações de The Guardian

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