Chipre e Dinamarca assumiram, nesta primeira medição da temporada 2025-26, a liderança do ranking de desempenho da UEFA e, se a competição terminasse hoje, herdariam as duas vagas extras na fase de grupos da Champions League 2026-27.
Como funciona a distribuição das vagas extras
Desde a reformulação que ampliou o torneio principal de 32 para 36 clubes (inaugurada em 2024-25), a UEFA concede dois European Performance Spots (EPS) às federações com melhor desempenho coletivo na temporada imediatamente anterior. A conta é simples:
- 2 pontos por vitória e 1 por empate nas três competições europeias (Champions, Liga Europa e Conference).
- Bônus progressivos por fase alcançada – maiores para a Champions.
- Pontuação total dividida pelo número de clubes que cada país inscreveu no início da temporada.
Com isso, federações de menor porte, que inscrevem menos equipes, podem dar “saltos” significativos se seus representantes avançam às fases de grupos.
Por que Chipre e Dinamarca largaram na frente
O estágio atual do calendário (grupos da Champions recém-abertos e play-offs da Europa/Conference já concluídos) favorece ligas menores, cujos clubes somam pontos em etapas preliminares. Eis a situação:
- Chipre – 5,750 pontos: três dos quatro representantes chegaram à fase de liga, multiplicando vitórias nos play-offs.
- Dinamarca – 5,375 pontos: manteve dois clubes vivos; as campanhas de Copenhague e Midtjylland deram fôlego ao coeficiente.
Nesse momento, o impacto de cada triunfo é maior porque os dois países dividiram a pontuação por apenas quatro clubes inscritos, enquanto, por exemplo, a Inglaterra dilui qualquer êxito entre nove equipes.
Raio-X: top 10 na corrida por EPS para 2026-27
Até esta rodada:
- 1º Chipre – 5,750 (3/4 clubes restantes)
- 2º Dinamarca – 5,375 (2/4)
- 3º Polônia – 4,875 (4/4)
- 4º Inglaterra – 4,833 (9/9)
- 5º Portugal – 4,800 (4/5)
- 6º Bélgica – 4,500 (3/5)
- 7º Azerbaijão – 4,375 (1/4)
- 8º Espanha – 4,250 (8/8)
- 9º Itália – 4,142 (7/7)
- 10º Alemanha – 4,000 (7/7)
Observa-se que as tradicionais ligas do “Big Five” ainda não entraram no estágio em que somam bônus mais robustos (oitavas da Champions em diante). Por isso, a vantagem inicial de nações médias tende a ser testada a partir de fevereiro.
Imagem: Internet
O que isso significa para as potências europeias
Na temporada passada, Inglaterra e Espanha agarraram as vagas extras – Newcastle e Athletic Club foram beneficiados. Antes, o bônus coube a Itália e Alemanha. Caso Chipre e Dinamarca confirmem a liderança até maio, um clube cipriota e outro dinamarquês entrarão direto na fase de liga da Champions pela primeira vez desde o novo formato.
Para as ligas maiores, perder a EPS implica redistribuir a classificação nacional – entrando menos um representante direto – e aumenta a necessidade de pontuar em mata-matas para recuperar o coeficiente.
Próximos passos no calendário europeu
Com a fase de grupos da Champions prosseguindo até janeiro e os torneios da UEFA Europa League e Conference League iniciando as suas ligas em breve, a tendência é que Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha cresçam na tabela graças aos bônus mais altos das fases eliminatórias. Ainda assim, cada resultado de Chipre e Dinamarca sobre adversários de maior ranking valerá “oro” para manter a vantagem.
Perspectiva: a disputa pelas vagas extras deve permanecer aberta até as quartas de final das competições europeias. Se Copenhague ou um clube cipriota avançarem além das expectativas, o cenário de duas novas federações no bloco principal da Champions 2026-27 deixa de ser improvável e passa a ser um ponto de atenção estratégico para todo o continente.
Com informações de BBC Sport