Manchester, 17 de março de 2026 – Precisando derrotar o Real Madrid por pelo menos quatro gols de diferença, o Manchester City de Pep Guardiola recebe o 14 vezes campeão europeu nesta terça-feira, no Etihad Stadium, para o duelo de volta das oitavas de final da Champions League. A missão é virar o 3 x 0 sofrido no Santiago Bernabéu e evitar a decisão por pênaltis.
Por que a desvantagem de três gols é quase uma sentença na Champions?
Na era moderna do torneio, reverter um placar de três ou mais gols no mata-mata aconteceu apenas quatro vezes: Deportivo La Coruña (2003/04), Barcelona (2016/17), Roma (2017/18) e Liverpool (2019/20). Se conseguir o feito, o City entrará nesse seleto grupo e será o primeiro inglês a fazê-lo depois dos Reds de Jürgen Klopp.
O Real Madrid, por sua vez, nunca foi eliminado da competição após abrir três gols de vantagem fora do Santiago Bernabéu, o que torna o desafio ainda maior para os Citizens.
O ajuste defensivo é o ponto-chave do plano de Guardiola
Em entrevista coletiva, Guardiola admitiu confiança na capacidade de criação ofensiva, mas alertou que a chave está em como o time vai se defender. No jogo de ida, o Real finalizou nove vezes e converteu três, tirando proveito de contra-ataques puxados por Vinícius Júnior e Rodrygo.
Para evitar que o cenário se repita, a tendência é que o City:
- Use John Stones como volante na saída de três zagueiros, reforçando a proteção às costas de Walker e Gvardiol;
- Mantenha Phil Foden e Bernardo Silva próximos a Haaland, formando pressão imediata pós-perda para sufocar transições;
- Aumente a altura da linha de impedimento, mas com cobertura de Ederson adiantado, estratégia já vista na semifinal de 2023 (4 x 0).
Raio-X: números que explicam a esperança e o risco
Invencibilidade no Etihad: o City não perde em casa pela Champions desde setembro de 2018, somando 30 partidas (26 vitórias e 4 empates). O placar mais recente contra o Real em Manchester foi justamente um 4 x 0, em maio de 2023 – resultado que hoje classificaria o time direto.
Eficiência merengue fora de casa: mesmo com a goleada sofrida em 2023, o Real Madrid venceu 7 das últimas 11 partidas de mata-mata como visitante, sempre marcando pelo menos um gol. Um simples gol espanhol obrigaria o City a anotar cinco.
Imagem: Internet
Produção ofensiva dos Citizens: nos últimos quatro jogos de Premier League, o time finalizou em média 18,5 vezes, mas converteu apenas 1,25 gol por partida – queda de aproveitamento que preocupa.
O que está em jogo além da vaga nas quartas?
• Sequência da temporada: classificar-se mantém viva a possibilidade de repetir o título continental, prioridade declarada do clube após a conquista de 2023.
• Impacto financeiro: avançar rende aproximadamente €10,6 milhões em premiação da UEFA, além de receitas de bilheteria e marketing.
• Moral para a Premier League: uma virada histórica impulsionaria o elenco na disputa ponto a ponto com Arsenal e Liverpool pelo título nacional, após recentes tropeços.
Perspectiva: Se concretizar o “milagre do Etihad”, o Manchester City entrará não só na história do torneio, mas também consolidará a ideia de que o modelo de jogo de Guardiola é capaz de superar qualquer obstáculo. Em caso de eliminação, o clube precisará recalibrar a temporada rapidamente para evitar que o baque europeu influencie a reta final da Premier League.
Com informações de Trivela