Marrocos, 16 de novembro de 2025 – A República Democrática do Congo venceu a Nigéria nos pênaltis, em campo neutro no Marrocos, e garantiu presença na repescagem intercontinental que definirá as últimas vagas para a Copa do Mundo de 2026. O duelo terminou 1 a 1 no tempo normal, com gols de Frank Onyeka e Meschack Elia, e foi decidido graças a duas defesas do goleiro Lionel Fayulu na série de penalidades.
Como a classificação foi construída em campo neutro
Logo aos 3 minutos, a Nigéria explorou a aproximação de bola longa, e Onyeka finalizou após rebote para abrir o placar. A vantagem, entretanto, não alterou a postura congolesa, que manteve organização em bloco médio e teve 48 % de posse na primeira etapa. Aos 43, Elia recebeu entrelinhas, aproveitou falha de cobertura de Calvin Bassey e empatou.
No segundo tempo, ambos os técnicos ajustaram a transição defensiva: Finidi George reforçou o meio-campo com Onyedika, enquanto Sébastien Desabre adiantou Bakambu para pressionar a saída rival. Ainda assim, o placar permaneceu inalterado. Nos pênaltis, Fayulu – que entrara aos 119 minutos – defendeu as cobranças de Moses Simon e Chukwueze, sacramentando a vaga congolesa.
Raio-X: valor de mercado versus rendimento
Trio nigeriano titular (fonte: Transfermarkt):
- Victor Osimhen – € 110 milhões
- Ademola Lookman – € 10 milhões
- Samuel Chukwueze – € 5 milhões
Somados, os três atingem € 125 milhões (≈ R$ 769,6 milhões). Apesar do investimento, o ataque finalizou apenas quatro vezes na direção do gol ao longo dos 120 minutos, índice inferior à sua média recente de 6,3 chutes por jogo na última Copa das Nações Africanas (AFCON 2023).
Nigéria fora da Copa pela segunda vez seguida
A seleção que disputou seis Mundiais (1994, 1998, 2002, 2010, 2014 e 2018) repetirá a ausência de 2022. No Ranking FIFA de outubro de 2025, os Super Eagles ocupavam a 30ª posição – a mais alta entre as seleções africanas na repescagem. Ainda assim, a equipe segue encontrando dificuldades em partidas de mata-mata: nas últimas quatro decisões por pênaltis, venceu apenas uma.
A eliminação também pressiona a Federação Nigeriana em relação ao ciclo olímpico 2028, pois a permanência da atual comissão técnica estava condicionada à classificação para a Copa.
Imagem: Internet
O que vem para o Congo: formato da repescagem mundial
Entre 23 e 31 de março de 2026, seis seleções disputarão duas vagas restantes: República Democrática do Congo (África), Bolívia (CONMEBOL), Nova Caledônia (Oceania), um representante da AFC e dois da Concacaf, ainda a serem definidos. O chaveamento prevê semifinal e final em jogo único, com prorrogação e pênaltis.
Taticamente, o Congo prioriza um 4-2-3-1 móvel, com Bakambu alternando como falso 9 para abrir espaço a Elia e Wissa. A solidez defensiva tem sido o diferencial: média de 0,6 gol sofrido nos últimos cinco compromissos oficiais.
Perspectiva: impacto e próximos passos
Ao derrubar uma das seleções africanas mais tradicionais, o Congo ganha moral e tempo de preparação focado em jogos amistosos de alto nível até março. Já a Nigéria inicia um processo de reformulação que passa pela integração dos sub-23, revisão do departamento analítico e possível mudança de comando técnico. A janela internacional de março definirá se a zebra congolesa se transformará em presença inédita no Mundial ou se ficará pelo caminho.
Com informações de ESPN Brasil