Quem já está dentro, quem chega perto e o que ainda falta ser decidido: a pouco menos de dois anos do apito inicial, 18 das 48 vagas da Copa do Mundo de 2026 — que será disputada em Canadá, México e Estados Unidos — estão definidas, e outras nove podem ser preenchidas ainda nesta Data-Fifa de outubro, especialmente nas eliminatórias da Ásia e da África.
Panorama geral das seleções já classificadas
Anfitriões automáticos: Canadá, México e Estados Unidos abriram caminho como co-sede da primeira edição com 48 participantes.
Ásia (6 vagas preenchidas): Austrália, Irã, Japão, Jordânia, Coreia do Sul e Uzbequistão carimbaram o passaporte. Os uzbeques e os jordanianos farão sua estreia em Mundiais.
Oceania (1): Nova Zelândia encerrou o ciclo regional garantindo a vaga direta inédita para o continente após a expansão de lugares.
América do Sul (6): Argentina, Brasil, Equador, Uruguai, Paraguai e Colômbia aproveitaram o novo formato que premia os seis melhores em um turno e returno único com 10 seleções.
África (2): Marrocos e Tunísia lideram seus grupos e são os primeiros confirmados entre nove possíveis representantes do continente.
Por que Ásia e África concentram a disputa nesta semana?
As eliminatórias asiáticas entram na quarta fase, onde mais duas vagas diretas serão distribuídas ainda em outubro. Já no lado africano, sete grupos terão suas últimas duas rodadas agora; os líderes avançam de forma direta, levando o continente ao total de nove classificados, número recorde graças ao inchaço do torneio.
Raio-X das vagas restantes
Total do torneio: 48 lugares
- 18 já definidos
- 25 ainda saem das eliminatórias continentais
- 2 via repescagem intercontinental (play-offs em março de 2026)
- 3 reservadas aos anfitriões
Intercontinental: Bolívia (CONMEBOL) e Nova Caledônia (Oceania) são as primeiras confirmadas nos play-offs que envolverão seis seleções.
Impacto tático e competitivo nos continentes
Conmebol: A ampliação para seis vagas diretas reduziu a pressão dos gigantes tradicionais, permitindo à Colômbia retomar espaço após ficar fora em 2022. Para os técnicos, o novo cenário possibilita mais testes de jogadores ao longo da classificação sem comprometer a meta principal.
Imagem: Internet
África: Com nove entradas diretas em vez de cinco, as seleções historicamente competitivas, mas que esbarravam na barreira do mata-mata final, agora podem planejar ciclos mais longos. Exemplos: Egito, Senegal e Costa do Marfim dependem apenas de manter a liderança para voltar ao Mundial.
Ásia: A presença inédita de Uzbequistão e Jordânia reflete a distribuição de forças no continente. Para seleções consolidadas como Japão e Coreia do Sul, o foco já se desloca para amistosos de alto nível em 2025, buscando calibrar intensidade para enfrentar europeus e sul-americanos em solo norte-americano.
O que observar nas próximas rodadas
Europa: Nenhuma vaga pode ser confirmada nesta janela, mas a Inglaterra fica a um triunfo contra a Letônia, aliado a tropeço da Sérvia, de garantir classificação antecipada. O continente tem 16 lugares e definirá tudo até março de 2026, sem passar pelos play-offs intercontinentais.
Concacaf: Com três anfitriões já dentro, Suriname, Jamaica e Honduras lideram suas chaves na terceira fase. Dois segundos colocados ainda disputarão as repescagens que valem passagem para a última peneira mundial.
Próximos capítulos
Com a reta final das atuais Datas-Fifa, a Copa do Mundo de 2026 começa a ganhar forma concreta no papel: até novembro, o número de classificados pode ultrapassar a marca de 30 seleções, acelerando o planejamento logístico, técnico e comercial das federações. A definição dos play-offs intercontinentais, em março de 2026, será o último grande filtro antes do sorteio dos grupos, prometendo emoção de sobra e possíveis estreantes históricos no maior Mundial da história do futebol.
Com informações de BBC Sport